O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 748

— Não! Vocês podem ir sem mim! — Anne recusou.

— Mamãe não quer brincar com a gente... — Chloe parecia triste.

Anne cedeu ao ver as expressões das três crianças, que passaram de felizes a desapontadas.

— Está bem... Vamos. — Anne, por fim, concordou.

Depois de colocar o pequeno cilindro de oxigênio e o respirador na boca, a mulher hesitou outra vez. Anne sentia como se estivesse indo para o inferno em vez de indo mergulhar. Ao ver os trigêmeos sendo levados para a água pela tutora de mergulho, a jovem ficou apavorada.

— O tanque de oxigênio está bom? Vocês três têm que morder os respiradores na boca e não soltar. Vocês aprenderam a respirar direitinho com a tutora? E se... e se eles não conseguirem respirar debaixo d'água? —

— Senhorita Vallois, é um mergulho raso e eu estarei ao lado. — Explicou a tutora, uma das várias funcionárias do iate.

Chloe balbuciou algo enquanto mordia o respirador, para evidenciar que fazia como foi instruída. Anne riu, sem entender uma palavra sequer do que a garotinha disse. A moça supôs, conhecendo a índole da filha, que fossem palavras de encorajamento.

Os trigêmeos acenaram para ela e pularam na água um por um em um piscar de olhos, desaparecendo na água. Quando Anne se via prestes a gritar, viu que a tutora e um assistente já os haviam seguido debaixo d'água. Ivan, o guarda-costas, também participava do mergulho, por ter experiência. Todos afundaram até não serem mais visíveis, ou essa era a impressão que a moça tinha.

— Você não vai descer? — Anthony se posicionou atrás dela.

Anne tremeu de medo e agarrou a grade de proteção com as duas mãos, apenas para o caso de ele atacar por trás, como da última vez que o fez na piscina. A moça tinha medo de desmaiar de pavor, caso o magnata fizesse aquilo mais uma vez.

— Você achou que sair para ver o mar significaria só ficar em um iate? — Anthony olhou para ela, brincando.

Anne franziu os lábios com força, porque aquela era a exata descrição de como imaginou que o passeio seria. A moça achou que sair para o mar significava sentir a brisa do mar no iate, olhar a vista, comer peixe e aproveitar a viagem com conforto. Por que precisaria mergulhar?

— Eu não preciso mergulhar! Os trigêmeos estão acompanhados pelos tutores e por Ivan... — Anne parecia ainda mais nervosa.

A água azul do mar refletia o céu azul, o que era uma visão linda e romântica. No entanto, pular significaria afogamento, na perspectiva da moça!

Anthony se sentou na beira do iate. O homem usava seu traje de mergulho, mas ainda conseguia exibir sua figura esbelta e forte, com músculos bem definidos.

— Estou aqui, por que você está com medo? —

Anne sabia que ele tinha alguma experiência naquilo, mas não era o caso dela.

— Tenho medo de não conseguir subir depois de descer. — Explicou.

— Se você não conseguir, eu estarei lá para te puxar. — Respondeu Anthony.

Anne tremeu um pouco, sua expressão parecia desconfortável e seu coração batia forte no peito. O que, afinal, o magnata queria dizer? O homem soltava aquelas palavras como se estivesse disposto até a morrer para protegê-la.

— Vamos? — Depois que Anthony terminou de falar, ele próprio mordeu o respirador e encarou a jovem. Anne hesitou um pouco, mas finalmente cedeu.

A mulher colocou o respirador na boca e o mordeu, seguindo algumas vezes o método de respiração que lhe foi ensinado. Então, Anthony estendeu a mão e a guiou. Os dedos da moça, delicados e finos, a mão pequena, apertada na mão dele, como se o magnata quisesse garantir que ela não pudesse se soltar.

Quando a moça pulou na água, Anne segurou a mão de Anthony de volta, devolvendo ainda mais força. Ela não se afogaria mesmo que não segurasse a mão de Anthony, mas ainda sentia muito medo.

A água a envolveu em todas as direções, pressionando seu corpo. Anne abriu os olhos apenas quando percebeu que sua respiração não era afetada pela água. Em seguida, sem perceber que o fazia, procurou por Anthony, garantindo que o homem estivesse ao seu lado. Segurar as mãos dele não ajudaria muito a acalmá-la. Precisava vê-lo. Depois de se aquietar um pouco. A jovem começou a observar o mundo subaquático.

Ainda mergulhavam numa área rasa demais, então não havia peixes muito especiais, apenas alguns espécimes comuns, sem cores chamativas. Anthony, com delicadeza, a puxou para um pouco mais fundo, onde os tutores apontavam para os corais. Os olhos de Anne brilharam por trás dos óculos, porque, pela primeira vez, a moça se viu imersa em um mundo novo e vibrante, com cardumes de peixes se movendo ao seu redor.

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