O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 754

Ashlynn olhou para o Bentley parado no meio-fio e perguntou:

— Por que o senhor está aqui? —

Corentin riu.

— Você não me viu na enfermaria? Eu estava procurando um lugar para comer aqui por perto. Não esperava ver você sendo intimidada por gangsters... Felizmente, esbarrei em você. Caso contrário, não consigo imaginar o que fariam... —

— Sim... Muito obrigada! — Disse Ashlynn novamente.

— Isso é tudo? —

— O quê? — Ashlynn não entendeu o que ele quis dizer.

— Ainda não comi. Que tal uma refeição junto comigo? Você é assistente da minha sobrinha, afinal. Aposto que deve saber onde comer bem aqui em Luton, não sabe? Quero sugestões. —

Ashlynn não teria aceitado antes, mas o homem a salvara havia pouco e, por causa disso, ele ainda estava sem comer. Corentin, além de tudo, era tio de Anne, então não havia motivo para se preocupar. Mesmo assim, a jovem ainda se sentia um tanto insegura.

— Eu já comi, mas posso recomendar um lugar para você. — Disse Ashlynn, procurando uma desculpa.

— Ah, poxa... Olha só, eu vou voltar para Athetin amanhã. Será que não podemos jantar juntos? — Corentin perguntou.

— Por que... por que você quer jantar comigo? — A moça se sentia acanhada porque os dois viviam realidades muito distintas. Enquanto aquele homem era uma pessoa de sucesso, ela era uma pessoa comum criada em um ambiente pobre.

— Talvez eu queira saber por que você tem tanto medo de mim. — Corentin parecia muito aberto e simpático, mas a afirmação deixou Ashlynn bastante surpresa, porque a moça não esperava que ele quisesse saber o porquê. — Então está combinado. Vou buscá-la na empresa depois que você sair do trabalho. — Ele se virou e entrou no carro logo depois de dizer isso, sem dar a Ashlynn a chance de recusar. O homem, dessa vez, contudo, não a convidou para entrar.

Ashlynn observou o Bentley partir e respirou fundo. O homem parecia cavalheiresco, culto e digno, o que o tornava muito diferente de Salvatore. Além do mais, como num filme, chegou até a salvá-la das mãos de alguns homens muito mal-intencionados. Ela realmente não poderia recusar, poderia? Talvez devesse mesmo ir jantar com ele, como uma demonstração de gratidão.

***

No dia seguinte, quando chegou a hora de sair do trabalho, Ashlynn saiu do prédio da empresa e se perguntou se Corentin realmente iria aparecer. Ela olhou para o início da rua e viu um Bentley preto estacionado num dos lados. De repente, o homem saiu do carro e caminhou até ela com um sorriso gentil no rosto.

— Vamos? — Ele perguntou, fazendo Ashlynn assentir atordoada. — Entre no carro então. —

A moça entrou no veículo e. logo que se sentou, sentiu o cheiro do perfume do homem flutuando ao seu redor. Ashlynn se sentiu um pouco desconfortável, por isso se sentou perto da porta do carro e se concentrou no exterior. Corentin ficou quieto e não tomou a iniciativa de falar com ela. Assim, o carro seguiu até o restaurante.

No fim, Corentin havia reservado uma mesa mais isolada, num camarote de um restaurante bem mais suntuoso do que qualquer coisa que a moça fosse sugerir. Depois de se acomodarem no camarote, o homem se aproximou e puxou uma cadeira para a jovem, comportando-se como um legítimo cavalheiro.

— Obrigada. — Ashlynn se sentou.

— Você já esteve aqui? — Depois de se sentar também, Corentin perguntou.

— Não. Esta é a primeira vez que entro em um lugar tão chique. — Ashlynn balançou a cabeça, embaraçada.

— Esta é a minha primeira vez aqui também. — Corentin disse.

Ashlynn sorriu rigidamente, sabendo que a afirmação não significava a mesma coisa para duas pessoas tão distintas. Os dois teriam um jantar formal com vinho tinto. Depois que todos os pratos foram servidos, Corentin mandou o garçom sair e serviu uma taça para sua convidada, que ficou lisonjeada.

— Obrigada... —

— Experimente. — Corentin ergueu o copo.

Ashlynn bebeu o vinho tinto, que tinha um sabor agridoce.

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