O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 761

Depois que o clima pesou, Anthony apenas se afastou para sair. Inconformado, o magnata disse, como se desse uma ordem incontestável:

— Leve as crianças de volta para a Mansão Real antes de ir a Athetin. —

Em seguida, a porta se fechou. Anthony saiu sem sequer tomar uma xícara de café. Anne olhou para a porta fechada e sentiu todos os seus nervos relaxarem, então concluiu que deveria ir com calma com os assuntos envolvendo crianças. A moça não esperava que Anthony rompesse o relacionamento com Bianca, apesar de sugerir isso com cada vez mais frequência. De qualquer maneira, a jovem não se sentia indispensável o suficiente para fazer o homem desistir de sua irmã, ainda mais sabendo que alguém como ele poderia literalmente conseguir qualquer garota que quisesse.

Além disso, Anthony era um homem solitário e manipulador, alguém que gostava de ter tudo sob seu controle, e não o contrário. Mesmo que cedesse em alguns pontos, tinha limites muito bem delimitados do que significaria, para seu ego, abaixar a cabeça para ordens alheias. Se uma sugestão daquela fugisse do tom, talvez não tivesse mais volta, e o homem se tornar irredutível, no futuro. No fim, para Anne, seria muito bom que a postura de Anthony fosse outra, mas, enquanto isso não fosse possível, a importância de toda aquela situação residia nas crianças.

Contanto que as crianças estivessem familiarizadas com ambos os lados, Anne poderia se tranquilizar em relação à possibilidade de perder a influência sobre seus filhos, ou até de ser esquecida pelos três. Ela poderia conviver com uma situação de pouco controle sobre a criação dos trigêmeos, desde que não fosse totalmente isolada de suas vidinhas. O único problema desse cenário, contudo, era o fato de que Anne teria que se sacrificar e ficar em Luton.

A moça se lembrou, contudo, que parecia que mesmo que não fosse pelas crianças, também não poderia ir embora do maldito lugar. O que quer que acontecesse a seguir, a jovem descobriria à medida que avançassem. O andamento das situações se tornava cada vez menos previsível, uma vez que o casamento de sua irmã nunca acontecia e que, de repente, não havia a influência de Nigel para lidar com as duas.

***

Na manhã seguinte, Anne partiu com sua pequena equipe. Em Athetin, Corentin foi buscá-los pessoalmente no aeroporto. Havia dois carros, então o homem passou o olho pela equipe e sugeriu:

— Anne e sua assistente podem prosseguir no meu carro. O resto de vocês pode ir naquele que está logo atrás. —

Não haveria problema com esse acordo, porém Ashlynn recusou, sentindo-se desconfortável em estar no carro com os dois representantes das empresas que fariam o acordo. No fim, a moça se enxergava apenas uma assistente, mesmo com toda a confiança que Anne passou a depositar em seu trabalho.

— Vou seguir o carro atrás também. — A moça avisou, então caminhou até o carro que se encontrava logo atrás.

Corentin não interveio, e Anne entendeu que sua funcionária não se sentiria muito confortável estando no carro com eles, então também não tentou insistir. Assim, a moça seguiu o tio e os dois ocuparam o banco de trás do carro. Era um veículo muito espaçoso, luxuoso e aconchegante. O senhor Lloyd apertou um botão ao lado do banco e um pequeno frigobar escondido se destacou, saindo de um acoplamento na parte traseira do veículo. Uma fumaça fria subiu, revelando bebidas geladas de toda sorte.

— Pode se servir. — Corentin ofereceu.

Anne pegou um recipiente de tamanho médio de suco de laranja.

— O que acha de ficar hospedada lá em casa? — Corentin perguntou.

— Pensei ter avisado que ficariamos no hotel. — Anne respondeu, sucinta.

— Você está aqui como convidada, de certo modo. Como eu, sendo parte de sua família, permitiria que você ficasse num hotel qualquer? — Os lábios de Corentin curvaram-se para cima, num sorriso muito elegante e cavalheiresco. — Não se preocupe, Anne. Sou solteiro e não tenho uma vida pessoal complicada com pessoas aleatórias por toda parte, então você não vai arrumar qualquer confusão com uma amante desconhecida minha. Além disso, você é minha sobrinha. —

— O resto da família sabe que estou aqui? — Perguntou Anne, referindo-se, de forma velada, ao seu avô desconhecido.

— Ainda não. Assim que o contrato for assinado, você poderá ir até lá. — Corentin entendeu a mensagem e respondeu de acordo.

— Ele pode não querer me ver. Por que você está tão certo de que é uma boa ideia me levar até lá? — Perguntou Anne.

— Como eu já disse, meu pai parece dar indícios de que estaria receptivo à possibilidade de recuperar esse elo perdido. —

Anne não disse mais nada, apenas se permitiu olhar pela janela. A moça tentou imaginar como a situação seria, pensando até em como estaria a aparência do avô. Afinal, as imagens que tinha de referência eram fotos antigas, já que não pediu para ver nenhuma foto recente com Corentin, até porque não queria dar o braço a torcer e parecer ansiosa demais. De certo, imaginou, o homem deveria parecer muito mais velho do que nas fotos do passado. No entanto, que tipo de pessoa o seu poderoso avô teria que ser para não ter tentado entrar em contato com o próprio filho por tantos anos? Quão implacável e orgulhosa uma pessoa assim poderia ser?

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