O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 762

— Sua assistente é uma pessoa interessante. Jantamos juntos, um dia desses, mas ela continua muito tímida. — Corentin falava com um leve sorriso no rosto.

— Só vocês dois? — Anne ficou surpresa, porque Ashlynn não havia falado nada sobre aquilo. Obviamente isso significava que era assunto pessoal da assistente.

— Bom, eu ainda me sentia em dívida pelo acidente daquele outro dia. Podemos dizer que eu estava apenas tentando materializar meu pedido de desculpas. — Explicou Corentin brevemente.

Anne entendeu a situação e não pôde deixar de se comover um pouco. A moça simplesmente não esperava que seu tio, a pessoa que controlava todo o Grupo Lloyd e até mesmo a economia da cidade de Athetin, tivesse um coração tão grande. A jovem então pensou em Anthony, que compartilhava a semelhança de possuir imenso poder e influência. Por que os dois eram tão diferentes?

Em pouco tempo, o carro chegou à mansão de Corentin. O lugar era cercado por colinas e fontes naturais de água, o palacete ficava numa grande área verde, mais do que espaçosa, e, com certeza, era uma propriedade de valor inestimável. A moça logo observou que a mansão tinha três andares e que cada andar tinha sua própria varanda. Esteticamente, tratava-se de um projeto muito elegante, nada que uma pessoa sem rios de dinheiro pudesse sequer tentar copiar.

Anne já tinha aceitado a possibilidade de ficar na mansão do tio, enquanto o resto de seus acompanhantes ficaria no hotel, como acordado antes da viagem. Honestamente falando, contudo, a moça não achava que isso tornaria as coisas mais convenientes para aquele cenário, já que não estaria em contato direto com a equipe. No entanto, estando na casa de sua família, de certo a jovem teria um motorista para levá-la até o centro da cidade, facilitando sua entrada e saída no local. O único problema, contudo, era que precisava que Corentin providenciasse isso verbalmente, para que não dependesse do homem quando quisesse sair das imediações da mansão.

Depois do almoço, os dois foram juntos até o Grupo Lloyd. Naturalmente, a sede da empresa era grande o suficiente para deixar as pessoas de queixo caído, mas nada menos que o próprio Grupo Arquiduque. A única diferença era que cada um deles tinha coisas distintas a oferecer.

Ashlynn e o resto esperavam na sala de reuniões e, quando Corentin e Anne entraram, todos se levantaram. A assistente e seus colegas também seguiram o exemplo dos seus anfitriões e deram as boas-vindas à dupla. Os funcionários de Anne pensavam no quanto aquela eram realmente uma negociação com uma grande empresa, já que havia tanto protocolo.

— Sentem-se. — Corentin pediu, então se sentou.

Anne optou por se sentar ao lado de Ashlynn. Depois que todos se acomodaram em seus lugares, o senhor Lloyd começou a falar. Durante aqueles minutos, o homem parecia tão comprometido que ninguém ousou interrompê-lo. A discussão que se seguiu correu bem e eles quase poderiam ter resolvido tudo durante aquela única sessão. O que ficou evidente para todos foi que, antes de comparecerem para a reunião, a gestão interna do Grupo Lloyd já havia decidido os rumos da maioria dos pontos do acordo. No fim, o encontro foi apenas um procedimento protocolar a ser seguido. Após a assinatura do acordo, alguns membros importantes da alta administração almoçaram com Anne e os demais membros da empresa convidada, tudo sob o olhar atento de Corentin.

Naturalmente, aqueles que se reuniam ali não tinham nada menos que um excelente vinho para acompanhar a refeição. Anne e Ashlynn não poderiam ter escapado disso, mas as duas foram cuidadosas o suficiente para se manterem sóbrias. Caso contrário, as coisas poderiam ter saído do controle.

Ashlynn não conseguia beber tanto quanto Anne, então sentiu necessidade de fazer xixi depois de duas taças de vinho. A moça, então, foi ao banheiro, onde pôde perceber as bochechas vermelhas no espelho e notar que sua visão já começava a ficar instável. Afoita, sacudiu a cabeça, tentando clarear, mas se sentiu ainda mais tonta.

A assistente, para garantir a segurança do encontro, ficou por mais algum tempo no banheiro, tentando se reequilibrar. Quando saiu, com o rosto molhado de tanta água que jogou para tentar despertar, deu de cara com uma toalha seca sendo entregue em suas mãos. A moça olhou para cima e viu que seu benfeitor era o próprio Corentin, cujo rosto fez seu coração levemente ébrio bater ainda mais forte. A jovem aceitou a toalha, evitando os olhos dele, e disse:

— Obrigada, senhor Lloyd. — A moça, então, enxugou o rosto molhado.

— Eu não esperava que sua tolerância ao álcool fosse tão baixa. —

— É impressionante que o senhor tenha bebido tanto e ainda ande direito. —

— Se você tivesse passado bastante tempo em mesas de jantar como eu, você também teria essa resistência, tenha certeza. — Corentin manteve os lábios curvados para cima, com seus os olhos cor de âmbar fitando o rosto da jovem.

— Faz sentido... O senhor administra uma empresa tão grande. Devo dizer que tudo isto é mais impressionante do que eu poderia imaginar. — Ashlynn o elogiou por cortesia, mas também havia sinceridade em sua fala.

— Bom, preciso sair... Quer vir comigo? Posso te deixar no hotel em que estão hospedados. — Ofereceu Corentin, como de costume.

— Não precisa se preocupar! Ainda preciso fazer algumas coisas à tarde. —

— Como você poderia trabalhar nessas condições? Não se preocupe, posso falar com Anne sobre isso. —

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