Ela estava com muita dor.
Muita mesmo!
Seu corpo doía, e seu coração ainda mais.
Olivia olhou para o homem em cima dela e fechou os olhos em desespero. Noah nunca havia sido carinhoso com ela, mas agora ele parecia querer devorá-la inteira.
"Quem eu sou?" Ao notar que ela tinha fechado os olhos, ele deduziu que ela não suportava olhar para ele.
Olivia, por sua vez, não o respondeu. Então, Noah impeliu com força contra ela, fazendo-a soltar um grito angustiante. Era nítido que ela estava chorando de dor, mas isso era como um afrodisíaco para ele. Inclinando-se sobre ela, ele mordeu sua orelha de leve antes de sussurrar: "Eu sou Noah, seu marido, seu homem."
Mesmo que ela se recusasse a reconhecer esse fato, ele a faria lembrar disso do jeito dele.
Quando, de repente, um cheiro forte de sangue tomou conta do ambiente, Noah percebeu que havia algo errado. Ao olhar para baixo, viu que a manta branca do sofá debaixo deles estava manchada de vermelho.
Ele estremeceu em um primeiro momento ao constatar que ela estava sangrando.
Mesmo assim, ele resolveu não dar muita atenção a isso e franziu a testa, irritado, quando olhou para o rostinho pálido dela. "Você está menstruada?"
Diante da sua falta de resposta, ele encarou aquilo como um sim. Vendo que não daria mais para continuar, ele ficou desapontado.
Em seguida, ele saiu de cima dela e foi até o banheiro se limpar, pois estava sujo.
Ao ouvir o som do chuveiro, Olivia fez força para se levantar. Sem se importar com o sangramento, ela pegou seu celular que Noah havia deixado para trás no sofá.
Ela queria ligar para alguém e pedir que a levassem embora dali.
No entanto, seu celular não ligou.
Será que a bateria tinha acabado?
Não era de se espantar, afinal, Noah sempre foi muito meticuloso. Ele não deixaria seu celular para trás, a menos que já soubesse que estava sem bateria e não tinha nenhuma utilidade para ela.
Dr*ga!
Frustrada, ela jogou o aparelho no sofá de novo antes de se enrolar em um cobertor.
"Eu vou para o hospital!" Assim que Noah deixou o banheiro, Olivia reuniu todas as suas forças para comunicá-lo.
"Por qual motivo?" Noah olhou para ela.
"Estou ferida", respondeu ela, apontando para si mesma. "Você me machucou."
Como seu celular estava sem bateria, ela não conseguiria encontrar ninguém para buscá-la, portanto, ela teve que arranjar uma desculpa para poder sair daquela casa. Além do mais, ela precisava mesmo ir a um hospital, pois já havia sangrado muito e estava sem os remédios que ficaram na casa de sua sogra.
Ela não poderia ficar sem sua medicação ou morreria de dor. Por mais que não tivesse medo da morte, ela tinha pavor da dor.
"Eu machuquei você?" Noah debochou, inclinando-se para colocar as mãos na cintura dela. "Olivia, você acha que sou criança? Já fui bem mais rude antes e você ficou bem."
Ele não acreditou nela.
"Noah, não estou mentindo", murmurou ela, enfraquecida.
Ele a encarou por alguns instantes, então, sem dizer uma palavra, ele se virou e saiu do quarto.
Depois de um tempo, Olivia ouviu o ronco do motor do carro e soube que ele havia ido embora. Rapidamente, ela tomou um banho, trocou de roupa e desceu as escadas.
"Senhora!" Ela foi barrada na porta. "O Sr. Smith nos deu ordem para não deixá-la sair."
Olivia ficou chocada ao ouvir isso. Noah estava tentando aprisioná-la?
"E se eu quiser sair mesmo assim?" Gritou ela com a mulher à sua frente. Ela nunca havia sido tão humilhada antes.

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