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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 11

Helena

Helena estava no conservatório, tinha acabado de dar sua última aula e se preparava para ir para casa, quando recebeu uma mensagem de Eduardo.

Ela abriu a mensagem e uma fisgada de preocupação atravessou seu coração ao ler.

“A data do casamento foi marcada para daqui a duas semanas. Cerimônia simples, pouquíssimos convidados, sem festa ou comemoração. Apenas um almoço na casa de meus pais por insistência de minha mãe.”

Duas semanas, pensou ela, em duas semanas seria uma mulher casada.

Deu um sorriso amargo e respondeu com um simples “ok”. Ela ficou esperando uma resposta, mas ela não veio.

Então voltou a juntar seu material didático.

*****

Eduardo

Na torre do Grupo Monteiro, Eduardo observava a tela do celular. A resposta de Helena ainda estava ali, apenas duas letras.

“Ok.”

Simples. Curto. Sem emoção. Ele não conseguiu evitar a pontada de desapontamento, esperava uma ligação, uma pergunta ou talvez até um protesto.

Qualquer coisa que mostrasse que aquela decisão realmente mexera com ela.

Mas não.

Eduardo continuou olhando para a tela por alguns segundos, como se esperasse que outra mensagem surgisse, algo mais. Qualquer palavra.

Nada veio.

Com um suspiro de desalento, largou o celular sobre a mesa de vidro.

— Como estão os preparativos? — perguntou, voltando a atenção para o assistente.

Murilo consultou rapidamente o tablet.

— Tudo certo, senhor. A senhora Olívia informou que ela e a senhorita Helena assumirão pessoalmente os detalhes.

Eduardo recostou-se na cadeira e soltou um suspiro mais longo.

Conhecia a mãe muito bem. Com muito esforço havia conseguido convencê-la a aceitar um casamento mais íntimo. Ela concordou… em parte.

Mas não abriria mão de uma pequena recepção.

E, se ele a conhecia bem, aquela “pequena recepção” certamente teria proporções bem maiores do que ela estava insinuando.

— Está bem. — disse, passando a mão pelo queixo. — Deixe minha mãe fazer como quiser. — Fez um gesto breve. — Obrigado, Murilo. Pode ir.

— Sim, senhor.

Murilo fez um discreto aceno de cabeça e saiu com o tablet nas mãos. Mal a porta se fechou e o telefone de Eduardo tocou.

Ele pegou o aparelho rapidamente, quase por impulso, por um segundo pensou que fosse Helena, mas franziu a testa ao ver o nome no visor.

“Mãe.”

Atendeu.

— Alô, mãe. — A voz saiu um pouco mais cansada do que ele pretendia.

Do outro lado, Olívia falava com evidente animação.

— Filho! Acabei de acertar a decoração e o buffet. Estava pensando… o que acha de fazermos a recepção no jardim?

Eduardo já imaginava.

— Estamos na primavera, o clima está ótimo e o jardim está lindo. Podemos montar uma tenda climatizada, com flores naturais… vai ficar maravilhoso…

Eduardo fechou os olhos por um instante e esfregou a testa enquanto escutava a avalanche de planos.

— Tudo bem, mãe. — respondeu, resignado, depois de ouvir tudo — Faça como a senhora e Helena acharem melhor.

— Ah, ótimo! — disse ela, animada. — Eu também já marquei uma reunião com a cerimonialista para amanhã…

Olívia continuava falando, empolgada, descrevendo ideias, flores, iluminação, música. Eduardo escutava em silêncio.

Em outro momento talvez tivesse interrompido, talvez tivesse encerrado a ligação. Mas não teve coragem. A mãe já sofrera demais no passado, principalmente por tudo o que aconteceu com ele, o acidente, o abandono de Viviane e… com o irmão.

Agora, pela primeira vez em muito tempo, parece que ela encontrou motivos para ser feliz novamente.

E Eduardo percebeu que, mesmo que aquele casamento tivesse começado de maneira inusitada… para Olívia, já era motivo suficiente para voltar a sorrir.

*****

Helena e Viviane

No conservatório de música, Helena acabava de encerrar a ligação.

— Então está combinado, senhora Olívia. — disse ela com gentileza. — Amanhã às nove encontramos a cerimonialista.

Do outro lado da linha, a futura sogra parecia animada.

— Perfeito, querida! Eu passo para te buscar.

— Combinado.

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