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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 116

O carro esportivo de Leonardo parou discretamente do outro lado da rua. O motor foi desligado, mas ele permaneceu imóvel atrás do volante, com os olhos fixos na casa iluminada à frente.

Seus dedos bateram lentamente sobre o volante enquanto observava cada detalhe da propriedade.

Não demorou muito para uma silhueta feminina surgir próxima à ampla janela do segundo andar. Mesmo à distância, ele a reconheceu imediatamente.

O olhar de Leonardo se tornou frio.

— Então é aqui que você se escondeu…

Havia algo quase sombrio na calma de sua voz. Ele continuou observando em silêncio por mais alguns minutos.

Então viu outra figura surgir no ambiente. Um homem aproximou-se de Viviane e parou ao lado dela. Leonardo estreitou levemente os olhos, então ela não estava sozinha. Leonardo pegou o celular e fez uma ligação.

— Quero alguém vigiando a casa de Viviane e cada passo dela, seja discreto.

— Sim, senhor.

— Quero saber quem é o homem que está com ela.

Sem desviar o olhar da casa, Leonardo encerrou a ligação e ligou novamente o carro. O ronco baixo do motor cortou o silêncio da rua tranquila. Permaneceu mais alguns segundos observando a residência, como se estivesse gravando mentalmente cada detalhe daquele lugar, só então saiu devagar pela rua.

Dentro da casa, Viviane permanecia próxima à janela quando percebeu o carro esportivo parado do outro lado.

Ela franziu levemente a testa. Nunca tinha visto aquele veículo ali antes e pessoas como ela aprendiam a desconfiar de tudo.

— O que você está olhando? — perguntou Henrique ao se aproximar.

Viviane continuou observando o carro se afastar lentamente.

— Nada… — respondeu, embora seu semblante tivesse ficado mais tenso. — Só achei estranho aquele carro.

Henrique também voltou o olhar para a rua, o veículo já desaparecia na esquina. Por alguns segundos, ele permaneceu em silêncio.

— Deve ser de algum vizinho ou algum visitante.

Viviane desviou o olhar da janela e caminhou lentamente até a mesa lateral e pegou um copo de uísque.

Um brilho calculista surgiu em seus olhos.

— Quero que faça uma coisa para mim amanhã. — Sua voz saiu suave, mas carregada de intenções.

Henrique ergueu o olhar.

Nos últimos meses, os dois permaneciam escondidos naquela casa, longe dos holofotes e ainda mais longe de Eduardo. Desde o fracasso em Nova York, Viviane vinha tentando encontrar uma forma de voltar a se aproximar dele, mas Eduardo havia desaparecido dos eventos sociais, evitava aparições públicas e mantinha uma rotina impossível de rastrear. Foi então que ela descobrira sobre a doença de Clara.

Henrique já conhecia aquele olhar. Era o mesmo que ela tinha sempre que elaborava algum plano.

— O que você está pensando desta vez? — perguntou, desconfiado.

Viviane levou o copo aos lábios novamente e sorriu de lado. Um sorriso frio.

— Nada muito complicado. Apenas preciso que alguém me ajude a estar no lugar certo, na hora certa.

Henrique suspirou. No fundo, já sabia que ela não desistiria.

— Tudo bem. — disse por fim. — Eu faço.

Viviane finalmente voltou a encará-lo.

E o sorriso satisfeito que surgiu em seus lábios fez Henrique perceber que ela já tinha um plano muito mais elaborado do que estava disposta a revelar.

*****

No dia seguinte, Helena acabava de descer do carro quando avistou Henrique próximo à entrada do hospital.

— Helena, que surpresa. — disse ele, aproximando-se com um leve sorriso.

Ao chegar mais perto, percebeu o semblante abatido dela.

— Henrique? O que faz aqui?

— Vim visitar um amigo. Felizmente ele já está bem melhor. E você? Aconteceu alguma coisa?

O olhar de Helena se entristeceu imediatamente.

— Minha mãe está internada aqui.

O sorriso de Henrique desapareceu.

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