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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 212

Na manhã seguinte, Eduardo chegou ao Grupo Monteiro antes mesmo do nascer completo do sol.

Os primeiros funcionários ainda atravessavam o saguão principal com copos de café nas mãos quando o viram entrar.

As conversas cessaram imediatamente, alguns apressaram o passo e outros endireitaram a postura quase por reflexo.

Se o presidente da empresa havia chegado tão cedo, só podia significar uma coisa: o dia seria longo.

Naquela semana, o Grupo Monteiro vivia uma verdadeira corrida contra o tempo. A chegada dos primeiros executivos do Grupo Walker estava prevista para aquele dia, enquanto John Walker e sua família desembarcariam dias depois.

Nenhum detalhe podia falhar. Do porteiro à presidência, todos trabalhavam sob uma pressão incomum.

Eduardo atravessou o amplo saguão sem diminuir o passo. Os poucos funcionários que cruzaram seu caminho limitaram-se a cumprimentá-lo discretamente.

Ele apenas fez um leve movimento de cabeça. Entrou no elevador privativo e as portas se fecharam.

Quando chegaram ao último andar, encontrou o setor da presidência quase vazio. Passou pela sala de Márcia, ela ainda não havia chegado.

Ao abrir a porta do escritório, encontrou Murilo organizando uma pilha de pastas sobre sua mesa.

Eduardo não demonstrou surpresa. Na verdade, seria estranho se Murilo ainda não estivesse ali.

Seu assistente costumava chegar antes de todos e ir embora depois da maioria nos últimos dias. Era um profissional extremamente organizado, discreto e, acima de tudo, alguém em quem Eduardo confiava plenamente.

Murilo levantou os olhos ao ouvi-lo entrar.

— Bom dia, senhor.

— Bom dia.

Eduardo deixou o paletó sobre a cadeira e caminhou até a mesa.

Murilo abriu uma das pastas.

— Recebemos a confirmação definitiva do pouso da equipe do Grupo Walker.

O voo chega às onze horas e quinze. Os veículos já foram acionados para estarem antes mesmo do voo chegar no aeroporto com a equipe de recepção.

Eduardo assentiu enquanto folheava rapidamente os documentos.

— E o hotel?

— Toda a ala executiva foi reservada exclusivamente para eles. Também revisamos novamente a segurança, os tradutores, os motoristas e a programação dos próximos três dias.

Eduardo fechou a pasta.

— Alguma alteração?

— Apenas uma.

Murilo entregou outro documento.

— O diretor financeiro do Grupo Walker solicitou uma reunião reservada ainda hoje. Eles querem revisar pessoalmente alguns detalhes da projeção da filial brasileira antes da chegada do senhor Walker.

Eduardo sorriu discretamente.

— Isso é bom. Significa que estão envolvidos.

— Também acredito. — Murilo concordou.

Houve um breve silêncio enquanto Eduardo passava alguns dados, então Murilo acrescentou:

— O senhor Walker realmente acompanha tudo de perto. Não é comum um presidente participar pessoalmente de uma implantação dessa dimensão.

Eduardo apoiou-se na mesa.

— Esse é justamente o motivo pelo qual ele construiu um império. John Walker nunca delega aquilo que considera estratégico. Ele prefere enxergar com os próprios olhos.

Murilo observou o chefe por alguns segundos.

— Por isso ele é extremamente exigente.

Eduardo soltou um leve sorriso.

— Exigente não… Perfeccionista. Existe uma diferença e se alguma coisa estiver errada, ele perceberá. Por isso não teremos uma segunda oportunidade de causar uma boa impressão.

Murilo fechou a última pasta.

— Nesse caso… Não podemos errar. Pelo que percebemos ele é um homem frio, impiedoso e obcecado pelo trabalho.

Eduardo caminhou até a grande janela do escritório. Observou por alguns instantes a cidade despertando.

Sem desviar o olhar respondeu:

— Não vamos. Porque essa parceria não mudará apenas o futuro do Grupo Monteiro, ela mudará o rumo de muitas vidas.

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