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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 210

O relógio marcava quase nove da noite quando a última reunião do dia chegou ao fim.

Durante mais de três horas, Eduardo estivera reunido com as equipes de gestão de projetos, financeiro e jurídico para revisar cada etapa da implantação da parceria com o Grupo Walker.

O cronograma seguia dentro do esperado. Mesmo assim, qualquer atraso, por menor que fosse, poderia comprometer meses de planejamento e a pressão aumentava a cada dia.

Nos corredores do Grupo Monteiro, as luzes permaneciam acesas até altas horas da noite. Pilhas de relatórios ocupavam mesas antes impecáveis, e o café já fazia parte da rotina de todos os envolvidos no projeto.

Ninguém reclamava. Sabiam que estavam participando do maior negócio da história da empresa e contavam com um bônus extra quando o projeto fosse consolidado.

Eduardo era o último a deixar cada reunião. Dormia, quando muito, três ou quatro horas por noite.

Nos últimos dias, praticamente não encontrara Helena. Saía antes que ela despertasse e voltava quando a casa já estava mergulhada no silêncio. Isso quando voltava para casa, às vezes optava em ficar na suíte de descanso do escritório.

Se ela sentia sua ausência… Ele não sabia, nem tinha tempo para pensar nisso.

Sentado atrás da ampla mesa, Eduardo permaneceu alguns segundos com os olhos fechados. Levou a mão até a têmpora, a dor de cabeça insistia em voltar.

Um leve toque na porta interrompeu o silêncio.

— Entre.

Murilo entrou discreto como sempre. Antes mesmo de falar qualquer coisa, observou o chefe por alguns segundos.

Conhecia Eduardo Monteiro havia anos. Já o vira trabalhar dias seguidos praticamente sem dormir, o acompanhara em negociações milionárias e já presenciara crises capazes de abalar grandes empresas.

Mas nunca o vira tão... desgastado, não era apenas cansaço físico. Havia algo a mais, os olhos de Eduardo pareciam distantes, como se sua mente estivesse em outro lugar.

Murilo guardou essa impressão para si.

— Senhor, a equipe do Grupo Walker confirmou a programação. Os executivos chegam depois de amanhã. Já o senhor John Walker e sua família estão previstos para cerca de quinze dias num voo em seu jato particular.

Eduardo abriu os olhos e quase instantaneamente, o empresário voltou a ocupar o lugar do homem cansado.

— Ótimo. Providencie toda a recepção. — Disse ele recompondo-se em seu semblante frio e objetivo. — Quero cada detalhe revisado. Hospedagem, segurança, transporte e agenda. Nada pode sair do planejado.

— Sim, senhor.

Murilo fez uma breve anotação.

— Os preparativos para a recepção oficial dos Walkers estão dentro do planejado. Podemos começar a enviar os convites amanhã.

Houve um breve silêncio. Murilo ainda permaneceu parado, parecia querer dizer alguma coisa, mas desistiu.

— Mais alguma orientação?

Eduardo levantou-se lentamente e caminhou até o grande painel de vidro que ocupava toda a parede do escritório. Lá embaixo, as luzes da cidade brilhavam como um mar infinito.

— Apenas uma.

Murilo aguardou.

Eduardo continuou sem desviar os olhos da cidade.

— Não podemos falhar. Nem uma única vez. Pelo que conheço de John Walker, tudo é impecável. Havia as equipes.

— Sim, senhor. Tudo estará de acordo.

Murilo respondeu com convicção e depois deixou o escritório.

Sozinho novamente, Eduardo permaneceu observando a cidade. Tudo caminhava exatamente como havia planejado.

Dentro de poucos dias, John Walker pisaria em solo brasileiro.

Se a parceria alcançasse os resultados esperados, o Grupo Monteiro seria elevado a um patamar reservado a pouquíssimos conglomerados no mundo.

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