Entrar Via

Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 14

Mas o impacto, para Helena, foi ainda maior.

Ele estava sem camisa, vestindo apenas uma calça de pijama escura, baixa na cintura. A iluminação suave da cozinha desenhava as linhas do seu corpo, o tórax firme, os músculos bem definidos, a postura naturalmente imponente.

Por um segundo, Helena simplesmente o encarou. O olhar desceu, involuntário, percorrendo o peito dele até a linha da cintura… e só então ela percebeu o que estava fazendo. Desviou rapidamente, sentindo o rosto aquecer.

Eduardo, por sua vez, também não ficou imune.

Seu olhar percorreu Helena com a mesma intensidade, a leveza da camisola, o tecido quase translúcido, o contorno suave do corpo dela. A expressão dele permaneceu controlada… mas a forma como ficou em silêncio dizia o contrário.

A garganta dele secou e ele engoliu em seco.

— Eu… eu só… — Helena começou, gaguejando levemente — desci para beber água.

Eduardo ergueu uma sobrancelha, o tom vindo carregado de ironia:

— Interessante… não sabia que, para isso, era necessário atravessar a casa quase nua.

Helena piscou, incrédula. A irritação veio rápido. Mas, antes de responder, seu olhar voltou a ele, desta vez de forma mais direta.

— Engraçado você falar isso — retrucou, cruzando levemente os braços, tentando se proteger. — Porque eu também não sabia que era normal andar pela casa… desse jeito.

O olhar dela desceu, deliberado, sobre o tórax dele agora sem qualquer disfarce. Eduardo percebeu. E, por um instante, algo mudou na expressão dele.

— Eu estou na minha casa — respondeu, com calma e um leve sorriso.

— E eu estou tentando encontrar água — rebateu ela, no mesmo tom. — Ou preciso de autorização para isso também?

Ele deu um passo à frente, encurtando levemente a distância entre eles.

— Não… — disse, baixo. — Mas confesso que é curioso.

Helena estreitou os olhos.

— O que é curioso?

Um leve sorriso, quase provocador, surgiu nos lábios dele.

— Você escolher justamente essa camisola… na primeira noite aqui.

A indignação dela foi imediata.

— Eu não “escolhi”! — disse, irritada. — Estava em cima da cama. Eu só vesti.

Ele inclinou a cabeça, analisando-a.

— Claro… coincidência.

Helena soltou um riso curto, sem humor.

— Você realmente acha que eu me vestiria assim para te impressionar?

— Não sei — respondeu ele, sem pressa. — Talvez para me provocar.

Ela deu um passo à frente agora, encarando-o com firmeza.

— Se eu quisesse te provocar, Eduardo… — disse, com a voz firme — você saberia.

O silêncio que se seguiu foi denso. Por um instante, nenhum dos dois desviou o olhar. Então Helena respirou fundo, quebrando a tensão.

— Boa noite.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Proibida de Amar Meu Marido