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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 142

Na noite anterior à viagem, Olivia insistiu para que todos jantassem juntos.

Além dela e de Gilberto, a avó de Eduardo, Carmen, também havia vindo especialmente para vê-lo antes da partida. A mesa estava animada, como acontecia sempre que a família se reunia.

Enquanto os empregados serviam o jantar, Gilberto aproveitou para conversar com o filho sobre os compromissos que o aguardavam. Mesmo não indo ao Grupo Monteiro com frequência, Gilberto fazia parte do conselho e Eduardo sempre ouvia o pai.

— A parceria com o Grupo Walker pode abrir muitas portas para a empresa. — comentou ele. — Eles não são fortes apenas no setor de logística. Têm investimentos em transporte marítimo, armazenagem, tecnologia e infraestrutura entre entre outros empreendimentos.

Eduardo assentiu.

— É justamente por isso que vou pessoalmente. Se conseguirmos consolidar esse acordo, teremos acesso a mercados que antes estavam fora do nosso alcance.

— Você está certo. — concordou Gilberto. — Negócios desse porte exigem presença e relacionamento.

Enquanto os dois falavam sobre contratos, estratégias e expansão internacional, as mulheres acabaram conduzindo a conversa para assuntos mais leves.

— Vamos sentir sua falta. — disse Olivia, dirigindo-se ao filho.

— Também sentirei falta de todos, mãe.

— Você diz isso porque não é você quem fica.

Carmen pousou os talheres sobre o prato e lançou um olhar atento para o neto.

— Ainda não entendi uma coisa.

Eduardo voltou a atenção para ela.

— O quê, vovó?

— Por que Helena não vai com você?

A mesa ficou momentaneamente em silêncio.

— Em viagens de negócios como essa, a presença da esposa costuma ser importante. Além da credibilidade, ajuda a fortalecer os relacionamentos sociais.

Eduardo permaneceu tranquilo.

— Helena está muito ocupada com a empresa dela no momento. Há vários projetos importantes em andamento.

Ele lançou um breve olhar para a esposa antes de continuar.

— Assim que puder organizar tudo, ela irá me encontrar.

Helena manteve a expressão serena, mas, por dentro, ficou surpresa. Ele nunca havia mencionado aquilo.

Por um instante, desejou acreditar em suas palavras, mas sabia que Eduardo havia dito aquilo apenas para tranquilizar a família.

— Bem, então está resolvido. — concluiu Carmen, satisfeita. — Uma esposa deve estar ao lado do marido sempre.

— E um marido também deve estar ao lado da esposa. — observou Olívia com um sorriso significativo.

O restante do jantar transcorreu de forma agradável, quando a noite chegou ao fim e começaram a se despedir, Olivia segurou as mãos de Helena com carinho.

— Não fique sozinha em casa o tempo todo.

— Eu vou ficar bem. — respondeu ela com um sorriso.

— Mesmo assim, quero que venha nos visitar sempre que quiser. Para almoçar, jantar ou simplesmente tomar um café.

— Sua sogra tem razão. — concordou Carmen. — Esta casa também é sua.

O coração de Helena se aqueceu.

— Obrigada.

Olivia a abraçou com carinho.

— Prometa que não vai se isolar.

Aquelas palavras só faziam sentidos para quem conhecia o casamento de Helena e Eduardo.

— Eu prometo.

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