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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 175

Olga apareceu poucos instantes depois.

— Boa noite, senhor Eduardo.

— Boa noite, Olga.

Ela sorriu discretamente.

— O jantar já pronto.

Eduardo lançou um olhar pela sala antes de perguntar, tentando soar casual:

— A senhora Helena ainda não voltou?

Olga balançou a cabeça.

— Ainda não, senhor. Posso servir o jantar?

Eduardo desviou os olhos da escada.

— Sim.

Poucos minutos depois, sentou-se sozinho à enorme mesa da sala de jantar.

A mesa, feita para receber dezenas de convidados, parecia ainda maior quando ocupada por apenas uma pessoa.

Olga serviu o prato em silêncio e se retirou.

Eduardo começou a comer mecanicamente. O ambiente permanecia tão silencioso que era possível ouvir o leve tilintar dos talheres contra a porcelana.

Sem querer, seus olhos recaíram sobre a cadeira vazia à sua frente. Pensou em quantas vezes Helena provavelmente fizera refeições sozinha naquela mesma mesa durante sua ausência.

Terminou o jantar sem sentir o gosto da comida.

Quando se preparava para subir para o quarto, um feixe de luz atravessou os amplos painéis de vidro da sala.

Eduardo voltou-se instintivamente para a entrada da mansão.

Os faróis de um carro avançavam lentamente pela longa alameda, iluminando as árvores e os jardins antes de finalmente parar diante da escadaria principal.

Ele franziu levemente a testa, por um breve instante, permaneceu imóvel, observando o automóvel através da janela. Ele reconheceu o carro, não era de Helena ou outro veículo que pertencesse a casa.

Eduardo permaneceu imóvel na sala, com o olhar fixo na entrada da mansão.

Do lado de fora, o motor foi desligado e a porta do carro começou a se abrir.

*****

Cerca de uma hora antes...

O avião pousou suavemente na pista, encerrando uma viagem cansativa, mas extremamente produtiva.

Enquanto os demais passageiros desembarcavam, Helena e Bruno seguiram juntos pelo saguão do aeroporto, cada um puxando sua mala.

— Acho que conseguimos encontrar exatamente o que precisávamos. — comentou Helena, satisfeita.

Bruno sorriu.

— E ainda dentro do orçamento.

Ela riu discretamente. Os dois caminharam até a área de retirada de veículos.

Assim que chegaram ao estacionamento VIP, um funcionário reconheceu Bruno imediatamente.

— Boa noite, senhor Lima.

— Boa noite. Pode trazer meu carro, por favor?

— Imediatamente.

Enquanto aguardavam, Helena observava o movimento do aeroporto.

Não demorou muito o carro de Bruno parou diante deles. O funcionário entregou a chave e acomodou as malas no porta-malas.

Poucos minutos depois, deixavam o aeroporto. Quando o carro entrou na rua da mansão Monteiro, Bruno reduziu naturalmente a velocidade. Os grandes portões abriram e Bruno conduziu o carro pela alameda.

Helena observou a casa iluminada. O carro percorreu lentamente a alameda e parou diante da escadaria principal.

Bruno desligou o motor e desceu, deu a volta no carro e abriu a porta do passageiro com a mesma gentileza de sempre.

— Obrigada.

Ela sorriu ao descer.

Bruno abriu o porta-malas e retirou a mala dela.

— Obrigada por tudo.

— Eu é que agradeço pela companhia.

— Você quer entrar?

Ele a encarou surpreso.

— Entrar?

— Sim. Posso preparar alguma coisa rápida.

A parte mais sensata de si dizia que deveria agradecer e ir embora.

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