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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 178

Naquela noite, Eduardo tinha um importante jantar de negócios com um empresário do setor financeiro.

As negociações transcorreram exatamente como ele esperava. Ao final do jantar, os dois homens levantaram-se.

— É sempre um prazer fazer negócios com o senhor, senhor Monteiro. — disse o empresário, satisfeito.

Eduardo apertou-lhe a mão.

— O prazer foi meu.

Depois de algumas palavras protocolares, despediram-se e o empresário deixou o restaurante primeiro.

Eduardo voltou a sentar-se. Serviu o restante do vinho na taça e permaneceu alguns instantes observando a taça sem tomar o líquido.

Os pensamentos agora não estavam mais nos negócios, estavam nos últimos acontecimentos de sua vida particular e voltaram para Helena.

Quando embarcou para o exterior meses atrás, jamais imaginaria que retornaria diferente. Durante aquela longa viagem, especialmente depois de conhecer John Walker e sua família, começou a questionar muitas certezas.

Ele havia retornado com a intenção de conversar com Helena sobre o futuro daquele casamento, estava disposto a dizer-lhe que não queria mais um casamento de fachada. Não iria lhe prometer sentimentos, talvez ainda não, mas já não conseguia enxergar Helena apenas como a mulher que assinara um contrato dois anos antes.

Helena era bonita, inteligente, elegante, discreta e competente. Conquistou respeito no mundo dos negócios por mérito próprio. Seria uma excelente esposa e uma excelente mãe.

Eduardo fechou os olhos por um instante. Não saberia dizer o que ele sentia por Helena, mas ele não lhe era indiferente.

Talvez… talvez estivesse disposto a tentar. Não podia prometer sentimentos que ainda não compreendia, mas construir um casamento verdadeiro. Sem cláusulas ou prazo para terminar.. Um casamento onde pudesse existir uma família.

Eduardo terminou o vinho e levantou-se. Ao sair do restaurante, o ar fresco da noite atingiu seu rosto.

Nelson já trazia o carro pela entrada principal, enquanto Eduardo aguardava próximo à calçada quando ouviu uma voz atrás de si.

— Eduardo.

O mundo pareceu parar por um instante. Lentamente ele virou-se e seu olhar encontrou o homem parado a poucos metros.

Leonardo.

Os irmãos permaneceram imóveis, nenhum dos dois disse uma palavra. O silêncio entre eles carregava anos de dor.

Leonardo foi o primeiro a falar.

— Precisamos conversar.

Eduardo continuou olhando para ele. Frio e inexpressivo.

Leonardo deu um passo à frente. Eduardo fechou a distância entre os dois em poucos segundos.

Seu punho atingiu o rosto do irmão com tanta força que fez Leonardo cair no chão.

Um murmúrio de espanto espalhou-se pela entrada do restaurante. Algumas pessoas reconheceram imediatamente o presidente do Grupo Monteiro.

Os seguranças correram em direção aos dois.

— Senhor Monteiro...

Eduardo ergueu apenas uma das mãos com um gesto pedindo para se afastarem.

Leonardo permaneceu alguns segundos caído. Levou a mão ao canto da boca. Quando a afastou, havia sangue.

Leonardo levantou-se devagar e olhou diretamente para Eduardo.

— Imagino que você tenha esperado muito tempo para fazer isso.

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