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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 18

Eduardo e Helena

Eduardo e Helena estavam sentados na varanda, envoltos por uma noite de brisa suave. A lua cheia refletia sobre o mar como um véu prateado, e o som das ondas criava um ritmo constante, calmo.

Cada um em sua poltrona de vime, uma taça de vinho nas mãos… mas já não estavam tão distantes quanto aparentavam.

— Amanhã precisamos retornar — disse Eduardo, quebrando o silêncio com uma voz mais baixa do que o habitual. — Já estamos aqui há uma semana… tempo suficiente para abafar os comentários sobre o casamento ter sido rápido demais.

Helena manteve o olhar no horizonte por alguns segundos antes de responder.

— Entendo.

Mas havia algo em seu tom… uma leve decepção que ela não conseguiu esconder completamente. Voltar significava retomar o papel e as aparências.

Eduardo girou a taça entre os dedos, observando o vinho como se buscasse ali uma forma de organizar os próprios pensamentos.

— Acho melhor irmos dormir. Amanhã pretendo sair cedo. — Ele se levantou

Helena também se levantou, acompanhando-o em silêncio. Entraram na casa, onde a luz suave criava sombras no ambiente. Colocaram as taças sobre a bancada, o som discreto do vidro ecoando no silêncio.

E então… pararam, perto demais.

Helena se virou para sair, mas antes que desse o segundo passo, sentiu a mão de Eduardo tocar levemente seu braço. Ela virou-se devagar. Os olhos dele estavam diferentes, um brilho que nunca esteve ali antes, mais intensos.

— Helena… — ele começou, mas a palavra pareceu insuficiente.

Ela o observou em silêncio, o coração acelerando sem pedir permissão.

A distância entre eles diminuiu sem que nenhum dos dois percebesse exatamente quando, como se fossem puxados por algo que nenhum dos dois havia planejado.

Eduardo ergueu a mão, hesitando por um segundo antes de tocar o rosto dela. Seus dedos afastaram uma mecha de cabelo com uma delicadeza que fez Helena prender a respiração.

O olhar dela caiu por um instante para os lábios dele… e depois voltou. O ar entre eles parecia ter mudado, a frieza se tornou mais quente.

— Isso não estava nos planos… — murmurou ele, a voz baixa, carregada de algo que ia além das palavras.

Helena deu um passo mínimo à frente, quase imperceptível.

— Nem tudo precisa estar… — respondeu, também em um sussurro.

Eduardo fechou os olhos por um breve segundo, como se travasse uma batalha silenciosa consigo mesmo. Quando voltou a abri-los, algo havia mudado.

A intensidade ainda estava lá, mas agora vinha acompanhada de controle. Com um movimento suave, ele deixou a mão escorregar do rosto dela, afastando-se.

— É melhor não… — disse, mais para si mesmo do que para ela.

Helena não recuou imediatamente. Seus olhos ainda estavam presos aos dele, como se tentasse entender ou talvez aceitar.

Eduardo respirou fundo, passando a mão pelos cabelos, retomando uma postura mais firme.

— Boa noite, Helena.

E, antes que qualquer um dos dois cedesse ao que ainda vibrava no ar, ele se virou e seguiu escada acima.

Helena permaneceu ali por alguns segundos, imóvel, vendo-o se afastar, depois o barulho de uma porta se fechando.

Helena levou a mão ao rosto, exatamente onde ele a havia tocado, como se ainda pudesse sentir o calor daquele gesto.

Naquela noite, nem Helena e nem Eduardo conseguiram dormir bem, ambos sem saber, olhavam para a parede que os separava.

*****

O carro parou em frente à mansão moderna que agora seria a nova casa de Helena. As linhas imponentes da construção, os vidros amplos e o jardim perfeitamente cuidado pareciam mais cenário de revista do que um lugar para viver.

Eduardo desceu primeiro.

Do lado de dentro, Helena permaneceu imóvel por alguns segundos, observando tudo com um misto de apreensão e incredulidade. Aquela casa… seria seu lar pelos próximos três anos.

Eduardo abriu a porta para ela. Como não houve reação imediata, a impaciência surgiu em sua voz:

— Não vai descer?

Helena ergueu os olhos para ele. Desde que haviam deixado a casa de praia, algo havia mudado. A viagem de quase duas horas foi praticamente em silêncio, e agora ele voltou a ser o homem frio e distante de antes.

Ela não respondeu.

Apenas desceu, ignorando a mão estendida dele, e passou direto, como se precisasse provar, mais para si mesma do que para ele, que ainda tinha controle sobre algo.

Antes mesmo de terminar de subir os últimos degraus, a porta da mansão se abriu.

— Seja bem-vinda, senhora Monteiro.

A voz calorosa contrastava com a formalidade. A senhora Olga surgiu com um sorriso impecável e postura elegante.

Helena piscou, levemente surpresa com a forma de tratamento, mas se recompôs rapidamente. Sentiu a presença de Eduardo logo atrás de si e, quase por instinto, assumiu o papel que lhe cabia.

— Obrigada — respondeu, ainda estranhando o peso daquele “senhora Monteiro”.

Olga voltou-se para Eduardo:

— Seja bem-vindo, senhor.

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