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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 190

O jantar de negócios de Bruno chegou ao fim e quando já ia embora, deu uma olhada para o bar, Eduardo ainda estava lá, sozinho.

Depois de desejar boa noite aos executivos, Bruno caminhou em direção ao balcão com passos leves, ao se aproximar notou que a garrafa estava um pouco abaixo da metade.

— Eduardo... confesso que estou surpreso em encontrar você acompanhado apenas de uma garrafa de uísque. — Sua voz era calma, acompanhada por um sorriso discreto.

Eduardo ergueu os olhos.

— Como vai, Bruno?

A voz de Eduardo era seca, mas Bruno ignorou e sem esperar um convite, Bruno ocupou o banco ao lado.

— Um copo, por favor. — pediu ao barman.

Em silêncio, o funcionário colocou um copo sobre o balcão e serviu uma dose da mesma garrafa.

Eduardo olhou para seu copo por um momento antes de beber mais um gole.

— Se não se importa... hoje eu preferia ficar sozinho.

Bruno apenas assentiu e não disse nada.

Bruno não disse nada de imediato, perspicaz soube que algo estava muito errado com Eduardo, vendo-o daquele jeito, estava longe de ser o homem que conhecia. Sempre no controle de tudo, frio e como se nada o abalasse.

Conhecia Eduardo havia anos suficientes para entender que aquele homem jamais se refugiaria em uma garrafa de uísque por um problema comum. Sempre no controle de tudo, racional e senhor de si, frio e objetivo, ele era o tipo de pessoa que escondia as próprias dores até de si mesmo.

Vê-lo ali, em silêncio, era sinal de que algo realmente grave havia acontecido. Os minutos passaram e nenhum dos dois disse uma palavra.

Bruno levou o copo aos lábios e comentou, sem desviar o olhar da bebida:

— Imagino que seu dia não tenha sido fácil.

Eduardo deu um sorriso amargo.

— Não foi.

O silêncio voltou a se instalar entre eles.

Talvez fosse o peso de tudo o que vivera naquele dia. Talvez o vazio que sentia naquele momento. Ou talvez simplesmente porque, depois de tantos anos, estivesse cansado de carregar tudo sozinho.

Respirou fundo.

Bruno era um amigo de longa data, alguém que conhecia suas virtudes, seus defeitos e, principalmente, respeitava seus silêncios. Depois de Leonardo, era a única pessoa diante de quem Eduardo conseguia baixar a guarda.

Sem rodeios, começou a falar.

Relatou o encontro inesperado com Leonardo, a descoberta de que Viviane era, na verdade, Angelina Santos, todas as mentiras e suspeitas que recaiam sobre ela, a prisão, a confissão e o desfecho de uma história que durante anos havia envenenado sua vida. Só não contou ao que viu quando foi buscar Helena.

Bruno ouviu tudo sem interrompê-lo uma única vez. A cada revelação, sua expressão tornava-se mais séria, ele permaneceu alguns instantes em silêncio, absorvendo tudo o que acabara de ouvir.

Por fim, soltou lentamente o ar.

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