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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 213

Naquela mesma tarde, no Grupo Monteiro, Eduardo recebia os executivos do Grupo Walker na ampla sala de reuniões da presidência.

Para sua surpresa, quem conduzia o grupo não era nenhum dos diretores presentes.

Era Bruce Pratt, assistente pessoal de John Walker.

Além dele, estavam Richard Collins, diretor financeiro do Grupo Walker; Michael Foster, responsável pela expansão internacional; e Dana Mitchell, diretora jurídica responsável pelos contratos da operação brasileira.

Os quatro foram apresentados rapidamente, Bruce era o mais jovem entre eles, deveria ter por volta de quarenta anos, mas apresentava menos, tinha semblante tranquilo e até jovial. Vestia um terno cinza-escuro de corte impecável. A postura era discreta, não chamava atenção pela aparência, mas pela segurança que transmitia.

Após os cumprimentos, todos tomaram seus lugares. Além de Murilo, os representantes do setores jurídico, Paulo Mesquita e Manoel Castro do financeiro do Grupo Monteiro estavam presentes.

Murilo permaneceu sentado um pouco atrás de Eduardo, acompanhando cada detalhe da reunião. Os primeiros minutos foram protocolares.

Apresentações, cronogramas, relatórios financeiros e metas. Eduardo conduzia a reunião com firmeza.

Mostrava números, projeções e gráficos enquanto respondia às perguntas dos executivos. Richard Collins fazia observações financeiras, Dana questionava cláusulas contratuais e Michael discutia estratégias logísticas.

Bruce, no entanto, quase não falava, limitava-se a ouvir, anotar e observar. Durante quase duas horas, Bruce fizera apenas três perguntas.

Mas cada uma delas atingia exatamente o ponto mais sensível do projeto.

— Qual será o prazo máximo para nacionalização dos equipamentos?

Eduardo respondeu com segurança e objetividade, enquanto Bruce apenas assentiu. Pouco depois:

— Caso a demanda brasileira ultrapasse a projeção inicial, qual o plano de expansão da produção?

Eduardo respondeu com total segurança, demonstrando que tinha conhecimento de todas as possíveis situações que poderiam surgir.

No fim da tarde, quando Richard propôs alterar parte do cronograma de investimentos, Bruce ergueu discretamente a mão. O diretor financeiro imediatamente interrompeu a explicação.

— Bruce?

Todos voltaram os olhos para ele, Bruce consultou rapidamente um tablet.

— Não. John não aprovaria essa alteração. — Disse ele com calma. — Ela compromete a margem prevista para os primeiros dezoito meses.

— Concordo. — Respondeu Richard sem questionar. — Voltamos ao planejamento original.

Murilo franziu discretamente a testa. Ninguém discutiu ou argumentou. Richard simplesmente aceitou.

Pouco depois, Dana sugeriu uma pequena alteração em uma cláusula contratual.

Bruce pegou o contrato das mãos dela e leu o documento. Pensou alguns segundos.

— Mantenham como está. O senhor Walker já analisou essa cláusula. Ela permanece.

Dana fez apenas uma anotação.

— Certo.

Murilo passou a observar algo curioso. Embora Bruce ocupasse oficialmente o cargo de assistente pessoal… Nenhuma decisão importante era tomada sem que ele concordasse, todos pareciam confiar completamente em seu julgamento.

Aquilo despertou ainda mais a curiosidade de Murilo.

"Quem é esse homem?"

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