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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 214

— Boa noite, Bruce. Espero não estar interrompendo.

— De forma alguma.

— Elizabeth pediu que eu perguntasse se vocês chegaram bem. As crianças também querem saber se aí faz muito calor.

Bruce sorriu de maneira espontânea. Naquele momento, em nada lembrava o homem reservado e extremamente formal que todos conheciam.

— Chegamos bem. E, sim... aqui está bem quente. Acho que vou precisar de alguns dias para me acostumar.

John riu discretamente.

— Elizabeth disse exatamente isso. Ela afirmou que você será o primeiro a reclamar do calor.

Bruce balançou a cabeça, divertindo-se.

— Ela me conhece bem demais.

Os dois ainda conversaram por alguns instantes sobre assuntos simples: as crianças, a viagem que fariam na semana seguinte e alguns acontecimentos da empresa em Nova York.

Para quem os observasse de longe, seria difícil imaginar que aquele diálogo acontecia entre um dos empresários mais poderosos do mundo e seu assistente pessoal.

Na verdade, Bruce há muito deixou de ser apenas um funcionário.

Ele esteve ao lado de John nos períodos mais difíceis de sua vida. Presenciara sua transformação, acompanhara o sofrimento durante o desaparecimento de Elizabeth, testemunhou noites inteiras de buscas sem descanso e estivera presente quando John acreditou que jamais voltaria a encontrar a mulher que amava, que nunca receberia o perdão dela por tê-la ferido demais.

Naqueles dias, a relação entre patrão e funcionário havia ficado para trás. Restara apenas uma amizade construída pela lealdade, pelo respeito e pela confiança absoluta.

Depois de um breve silêncio, John perguntou:

— E quanto ao Grupo Monteiro?

Bruce lançou um rápido olhar para Eduardo, que conversava com Richard.

— Eduardo Monteiro domina completamente o projeto. Conhece cada detalhe da implantação, dos contratos e da estratégia. A equipe dele é extremamente preparada.

John ouviu atentamente.

— E o ambiente?

Bruce compreendeu imediatamente o verdadeiro significado daquela pergunta. John nunca negociava apenas números. Negociava pessoas.

— Existe pressão. Muita. Mas também comprometimento. Todos querem que essa parceria dê certo tanto quanto nós. Chamaria a atenção para o assistente do senhor Monteiro. Ele é competente, muito organizado e discreto. Tem iniciativa e conhece profundamente a empresa.

John soltou uma leve risada.

— Então se parece com você.

Bruce também sorriu e então acrescentou:

— Acredito que você ficará satisfeito quando chegar ao Brasil.

— Também acredito.

Houve uma pequena pausa antes de John concluir:

— Aproveite o jantar e descanse um pouco. A próxima semana será intensa.

— Pode deixar.

— Boa noite, meu amigo.

Bruce sorriu.

— Boa noite, John.

A ligação terminou. Bruce guardou o celular e retornou à mesa.

Eduardo ergueu os olhos.

— Era o senhor Walker?

Bruce assentiu.

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