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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 226

Ela levantou-se no mesmo instante e os olhos se encheram de alegria.

— Senhor Leonardo!

— Márcia!

Ele abriu um largo sorriso.

— Você ainda está aqui?

Ela riu.

— Ainda.

— Como consegue sobreviver ao mau humor do Eduardo todos esses anos?

Antes que ela pudesse responder, Leonardo deu a volta na mesa e a abraçou sem qualquer cerimônia.

Márcia retribuiu o abraço com carinho, ela o conhecia desde adolescente. Na época em que Gilberto Monteiro ainda presidia a empresa, Leonardo aparecia constantemente pelos corredores. Ela sempre guardava um doce na gaveta para ele, um costume que nunca desapareceu da memória dos dois.

— Não fale assim do seu irmão. — disse ela, afastando-se com um sorriso. — O senhor Eduardo é um excelente patrão.

Leonardo fez uma expressão teatral de incredulidade.

— Márcia... você ficou puxa-saco com a idade.

Ela soltou uma risada.

— Estou sendo sincera.

— Ele está ocupado?

— Na verdade, ele está esperando o senhor. Pode entrar...

Ela interrompeu a frase e abriu lentamente uma das gavetas da mesa. Leonardo arqueou uma sobrancelha, curioso.

Márcia retirou uma pequena trufa embrulhada em papel dourado e estendeu para ele.

— Mas antes… — Ela sorriu com ternura. — Seja bem-vindo de volta.

Por um instante, Leonardo permaneceu imóvel. Olhou para o doce em sua mão como se tivesse voltado muitos anos no tempo.

Um nó discreto formou-se em sua garganta, ele sorriu com saudade.

— Você ainda faz isso...

— Claro.

— Algumas coisas não deveriam mudar.

Leonardo pegou a trufa, desembrulhou-a e a colocou inteira na boca, ele fechou os olhos por um segundo.

— Meu Deus...

Apontou para ela, ainda mastigando.

— Márcia...

Ela levantou uma sobrancelha, divertida.

— Eu te amo!

Os dois caíram na risada, depois Leonardo caminhou até a porta da presidência ainda terminando de mastigar a trufa.

*****

Ao entrar no escritório, Leonardo encontrou Eduardo ao telefone, falando em inglês. Pelo tom firme e pelas poucas palavras que conseguiu captar, percebeu que o assunto ainda era a tentativa de invasão sofrida pelo Grupo Monteiro.

Eduardo fez um gesto para que ele entrasse e aguardasse.

Em vez de ocupar a cadeira diante da mesa, Leonardo caminhou até um dos confortáveis sofás do escritório. Sentou-se com tranquilidade, cruzou uma perna sobre a outra e pegou o celular, passando a impressão de que estava completamente distraído, embora prestasse atenção em cada palavra dita pelo irmão.

A ligação não demorou muito.

Assim que desligou, Eduardo voltou o olhar para Leonardo.

— Problemas? — perguntou ele.

— Era o senhor Walker.

Leonardo ergueu as sobrancelhas.

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