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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 29

O restante do jantar seguiu sem grandes palavras.

As tentativas sutis de Olivia de manter algum tipo de conversa se perdiam em respostas curtas, quase automáticas. Gilberto permaneceu em silêncio, como de costume, e Eduardo não fez nenhum esforço para suavizar o ambiente que ele mesmo havia endurecido.

Helena continuava ali… presente apenas em aparência. E, ainda assim, manteve a postura impecável até o último instante.

Quando o jantar finalmente chegou ao fim, o alívio foi silencioso, embora ninguém o admitisse.

As despedidas foram breves.

Olivia ainda segurou as mãos de Helena por um segundo a mais do que o necessário, como se quisesse dizer algo… ou talvez pedir paciência, compreensão. Helena apenas sorriu, o mesmo sorriso educado de sempre.

O caminho de volta foi marcado por um silêncio ainda mais denso do que o do jantar.

Dentro do carro, Eduardo permanecia com o olhar fixo à frente, expressão fechada, distante como se estivesse sozinho ali.

Helena, ao lado, observava discretamente. Não havia mais espaço para conversa ou perguntas. Então, apenas permaneceu em silêncio também.

Quando chegaram, Nelson abriu a porta para ela descer, Eduardo saiu pelo outro lado e seguiu para a casa sem pressa.

Helena o acompanhou logo depois, mantendo alguns passos de distância enquanto entravam na casa.

O ambiente estava escuro e silencioso, apenas algumas luzes indiretas. Assim que atravessaram a porta, Eduardo finalmente falou:

— Boa noite. — Seco e direto. Sem sequer olhar para ela.

E antes que Helena pudesse responder, ele já havia se afastado, subiu a escada e desapareceu, deixando-a ali. Sozinha.

Helena permaneceu parada por alguns segundos, algo havia mudado. Não era apenas a frieza habitual de Eduardo, havia algo diferente, mais distante… mais duro.

Como se ele tivesse erguido uma nova barreira. Mais alta e mais difícil de atravessar.

Helena respirou fundo, seus olhos ainda buscavam o vazio da casa, como se, de alguma forma, pudessem encontrar uma resposta ali.

Mas não havia nada. Apenas silêncio e a dúvida que começava a crescer dentro dela.

Por quê? O que havia mudado? E, principalmente… Por que aquilo, de repente, começou a doer?

*****

Helena

Na manhã seguinte, a luz suave do dia atravessava as cortinas, espalhando um tom dourado pelo ambiente, bonito demais para contrastar com o vazio que Helena sentia ao despertar.

Por alguns segundos, permaneceu deitada, olhando para o teto, como se ainda tentasse se situar.

Então se levantou. Tomou um banho e vestiu-se com calma e seguiu para a cozinha.

O aroma do café a recebeu antes mesmo que cruzasse a porta. Lá dentro, tudo estava organizado com o cuidado habitual. A mesa posta, os utensílios alinhados.

— Bom dia, senhora Olga — disse Helena, com educação, ao avistar Olga.

A senhora Olga, de postura impecável e expressão sempre tranquila, voltou-se para ela com um leve sorriso cordial.

— Bom dia, senhora Helena.

Havia algo no tom… sutil. Cuidadoso. Como alguém que sabia mais do que dizia e, justamente por isso, escolhia cada palavra.

Enquanto se aproximava da mesa, Helena percebeu o detalhe que não estava ali. Havia apenas uma composição de porcelana.

Antes que precisasse perguntar, Olga falou com a mesma suavidade discreta:

— O senhor Eduardo já tomou o café e saiu cedo hoje.

A frase veio leve, quase casual. Helena parou por um instante e a surpresa atravessou seu olhar antes que pudesse ser contida.

— Ah… sim. — foi tudo o que conseguiu dizer, num reflexo rápido tentando disfarçar.

Abaixou o olhar, puxou a cadeira, ajeitou a xícara à sua frente como se nada tivesse importância. Mas não conseguiu esconder completamente.

Olga percebeu.

Mas, fiel à sua postura, não comentou. Não demonstrou qualquer curiosidade indevida. Por isso ela mandou Maria e Neusa limpar o andar da piscina para ficarem longe dos olhares curiosos das duas.

Olga apenas seguiu servindo o café, com a elegância silenciosa de quem entende que certos assuntos não precisam ser expostos.

Helena levou a xícara aos lábios, mas o gosto parecia distante. Como se não estivesse realmente ali.

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