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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 32

Eduardo

No escritório, Eduardo continuava a olhar para a grande cidade à sua frente, buscando uma solução ou algo parecido, e havia uma forma simples de resolver. Distância. Ele se levantou de novo, já decidido. Não iria para casa tão cedo. Quanto menos contato, melhor.

Era o caminho mais seguro. Mais racional Ele pegou o celular, a tela acendeu, buscou no contato um nome: Helena.

Ele hesitou por um segundo antes de abrir e digitar, enfim escreveu:

“Não precisa me esperar para o jantar.”

A expressão dele endureceu. Algo estranho apertou no peito. Um desconforto até então desconhecido.

Olhou para o celular, a mensagem ainda não foi enviada.

Ele não devia satisfação. Nenhum dos dois devia. Era esse o acordo. Ele fechou a tela sem enviar a mensagem.

— Perfeito. — A voz saiu baixa, carregada de irritação. — Exatamente como deve ser.

Sem envolvimento. Sem explicações. Sem interferência. Ainda assim… Ele permaneceu parado por alguns segundos. Imóvel. Pensativo.

E, para um homem que sempre teve o controle de tudo, desde que aquele casamento começou… Eduardo percebeu que talvez não tivesse tanto controle quanto acreditava.

*****

Helena

— E então, doutor? — perguntou Helena, a voz carregada de apreensão.

Ela estava sentada ao lado da mãe, com as mãos entrelaçadas com força no colo, enquanto observava atentamente cada movimento do médico ao analisar os exames.

Clara, ao seu lado, mantinha uma postura serena… quase tranquila demais para a situação. Mas Helena a conhecia bem o suficiente para perceber o leve tensionar de seus dedos sobre a bolsa.

O médico retirou os óculos por um instante, respirando com calma antes de responder.

— Ainda não tenho um diagnóstico fechado — disse, com tom ponderado. — Alguns dos seus exames apresentaram alterações.

Helena sentiu um leve aperto no coração.

— Alterações? — repetiu, mais rápido do que gostaria.

O médico levantou a mão de leve, sinalizando calma.

— Nada alarmante neste momento — acrescentou, firme, olhando diretamente para ela. — Mas também não são resultados conclusivos.

— O que isso significa, doutor? — perguntou Clara, com uma serenidade admirável.

— Significa que precisamos investigar melhor — respondeu ele. — Solicitar alguns exames complementares para entender exatamente o que está acontecendo.

Helena respirou fundo, tentando se manter firme.

— Pode ser algo grave?

A pergunta saiu baixa, mas carregada.

O médico sustentou o olhar dela por alguns segundos antes de responder com cuidado, mas sem evasivas.

— Neste momento, não há indicação clara de algo grave. — Fez uma pausa breve. — Mas também não posso descartar completamente nada sem uma análise mais detalhada.

Helena assentiu lentamente, absorvendo cada palavra. Clara, por outro lado, manteve um pequeno sorriso.

— Então vamos fazer os exames, não é? — disse ela. — Não adianta sofrer antes da hora.

O médico retribuiu o sorriso, aprovando a postura.

— Exatamente. Esse é o melhor caminho.

Ele virou alguns papéis, começando a anotar.

— Vou solicitar exames mais específicos. Alguns são de rotina, outros um pouco mais detalhados, mas nada invasivo por enquanto.

Helena observava cada movimento, ainda tensa.

— E… enquanto isso? — perguntou.

— Vida normal — respondeu o médico prontamente. — Sem estresse excessivo, boa alimentação, descanso… o básico bem feito já ajuda muito.

Clara soltou uma leve risada.

— Ouviu, Helena? Nada de ficar me vigiando o tempo todo.

Helena tentou sorrir, mas não conseguiu esconder completamente a preocupação.

— Difícil…

O médico percebeu.

— Eu entendo a sua preocupação — disse, com gentileza. — Mas, neste momento, o mais importante é não antecipar cenários. Vamos com calma, passo a passo.

Helena assentiu novamente. Mas, por dentro, a calma parecia algo distante.

— Quando teremos os resultados? — perguntou, já mais prática.

— Alguns saem rápido, em poucos dias. Outros podem levar um pouco mais — explicou. — Assim que estiverem prontos, marcamos o retorno.

Clara se levantou com naturalidade, como se estivesse encerrando apenas mais uma consulta de rotina.

— Muito obrigada, doutor.

Helena também se levantou, ainda absorvendo tudo.

— Obrigada…

Saíram do consultório em silêncio. Assim que a porta se fechou, Helena soltou o ar que nem percebeu que estava prendendo.

— Mãe…

Clara segurou o rosto da filha com carinho.

— Ei… — disse, suave. — Olha pra mim.

Helena obedeceu,

— Vai ficar tudo bem, querida, não se preocupe.

Clara sorriu, com uma calma quase desarmante.

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