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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 322

A torre do Grupo Monteiro permanecia toda iluminada. Dentro do prédio, os funcionários trabalhavam sem parar. Para a maioria deles, aquela seria uma noite longa.

Pelos corredores, pessoas apressadas circulavam de um lado para o outro. Cafés eram preparados a todo instante, enquanto alguns funcionários faziam refeições rápidas diante dos próprios computadores.

O prazo precisava ser cumprido, e todos estavam dando o máximo.

Duas leves batidas na porta não fizeram Eduardo erguer os olhos dos documentos à sua frente.

— Entre.

Disse de forma seca, imaginando que fosse Murilo ou Márcia.

A porta se abriu devagar e Eduardo sentiu imediatamente que havia algo diferente. Ergueu os olhos e encontrou Helena parada diante dele, segurando uma bolsa grande.

— Helena? O que faz aqui?

Ela sorriu de leve.

— Você disse que talvez não conseguisse voltar para casa hoje. Vim trazer seu jantar.

A expressão de Eduardo suavizou. Ele estava sem o paletó e o nó da gravata um pouco solto e os cabelos em desalinhos enunciado que deveria ter passado as mãos por ele mais vezes que percebia.

Só então Helena percebeu o quanto ele estava cansado. As olheiras denunciavam a noite sem dormir, e havia uma tensão evidente em seu rosto depois de um dia inteiro mergulhado em problemas.

— Você parece exausto.

Helena se aproximou e colocou a bolsa sobre uma mesa. Depois, foi até a mesa de Eduardo, onde havia pilhas de documentos e o notebook aberto.

— Foi um dia difícil. Precisamos cumprir o cronograma. — Eduardo olhou para a bolsa. — Obrigado. Eu estava mesmo precisando de uma pausa.

— Então vamos aproveitar.

Helena sorriu e começou a preparar a mesa. Estendeu uma toalha, colocou os pratos e talheres e, em seguida, retirou os potes térmicos, organizando cada porção.

Eduardo permaneceu observando-a em silêncio. Havia algo estranhamente reconfortante naquela cena. Em meio àquela torre iluminada, cercado por números, relatórios e problemas, Helena havia simplesmente aparecido com comida feita por ela.

Quando terminou, voltou-se para ele.

— Vamos comer enquanto ainda está quente.

Eduardo se aproximou.

O vapor que saía dos recipientes trouxe consigo o aroma familiar da comida, fazendo-o perceber o quanto estava faminto. Havia alguns dias que não comia algo preparado por Helena, e aquele primeiro cheiro despertou uma sensação que não tinha relação apenas com a fome.

Era saudade.

— Você fez tudo isso?

— Sim. Achei que seria melhor do que um lanche em cima da mesa de trabalho.

— Com certeza.

Os dois se sentaram. Eduardo começou a comer e, logo na primeira garfada, reconheceu o sabor.

— Está delicioso.

Helena apenas sorriu.

Enquanto comiam, conversaram sobre o ataque, os sistemas que ainda precisavam ser revisados e as negociações com John Walker. Apesar de toda a turbulência, a integridade da parceria permanecia preservada.

Depois, Eduardo ergueu os olhos para ela.

— E você? Como foi seu dia?

Helena estava levando o garfo à boca e parou no meio do caminho, mas logo se recuperou. Ao colocar o alimento na boca demorou a mastigar e pegou uma taça de água.

— Normal. Muito trabalho. Felizmente, a empresa está indo bem. — Tentou manter a naturalidade, mas sua voz saiu um pouco insegura.

Eduardo percebeu a tensão. Por um instante, ficou observando-a, mas estava com tantos problemas na cabeça que acabou atribuindo aquilo ao cansaço.

— Sei que a empresa é da sua família, mas, se quiser, podemos contratar um bom administrador para cuidar da gestão. Assim, você teria mais tempo livre.

Helena franziu levemente a testa.

— E para que eu precisaria de mais tempo livre?

Eduardo sustentou o olhar dela. Havia várias respostas que poderia dar, uma delas era simples demais para ser dita.

Para ter mais tempo comigo.

Mas ele não disse.

— Só não quero que você se canse demais. — Disse por fim.

Helena ficou decepcionada, esperava outra resposta.

— No momento não preciso de tempo livre.

Havia certa amargura na sua voz e Eduardo percebeu, mas não disse mais nada. Os dois terminaram de comer em silêncio. Helena começou a recolher a mesa.

Eduardo se levantou e quando ela ia pegar um dos recipientes, Eduardo segurou sua mão fazendo Helena erguer os olhos.

— O que foi?

— Obrigado.

Ela sorriu.

— Você já disse isso.

— Eu sei.

Eduardo não soltou sua mão e continuaram trocando olhares. A tensão que existia entre eles aumentava a cada dia.

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