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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 35

O jantar foi servido na grande sala de jantar da chácara. A mesa, longa e impecavelmente posta, refletia o cuidado de Carmen em cada detalhe. Um ambiente acolhedor com jeito de família reunida.

Helena sentou-se ao lado de Eduardo e ficaram muito próximos, o suficiente para que cada pequeno movimento fosse percebido. O suficiente para que a tensão entre eles não passasse despercebida.

Carmen, à cabeceira da mesa, analisava tudo em silêncio.

— Espero que gostem — disse ela, servindo-se. — Aqui ainda fazemos comida caseira de verdade, simples e deliciosa.

— Está com um cheiro maravilhoso — comentou Helena, educada.

— E está — completou Olivia, sorrindo. — Ninguém cozinha como a mamãe.

— A senhora ainda cozinha? — Perguntou Helena surpresa.

— Sim, querida. Gosto de me manter ocupada e é algo que amo fazer.

O jantar seguiu nos primeiros minutos com conversas leves, histórias da família e lembranças da infância de Olivia.

Mas, em algum momento, a senhora Carmen levantou o olhar direto para Eduardo e Helena.

— Sei que vocês casaram a pouco tempo, mas gostaria muito de ver meu bisneto antes de morrer

Helena sentiu o corpo enrijecer ao lado de Eduardo. Olivia sorriu, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

— Eu também — completou ela, sem hesitar. — Um neto, não seria maravilhoso?

Helena manteve o olhar no prato tentando esconder o rubor dessas palavras e o coração que insistiu em acelerar sem permissão.

Eduardo permaneceu imóvel, mas a tensão no maxilar denunciava o incômodo.

— Nós… ainda não conversamos sobre isso — disse Eduardo, por fim. A voz controlada, mas cuidadosa.

Carmen arqueou levemente as sobrancelhas.

— Então deveriam. Vocês são um casal jovem, saudável… — Ela fez um gesto leve com a mão. — E, convenhamos, formam um lindo casal.

Helena sentiu o olhar de todos, ainda que discretamente. Olivia sorriu, apoiando imediatamente.

— São mesmo. Os dois combinam tanto.

Ela olhou para Helena com carinho.

— E você é linda, minha querida. Não é só bonita… tem uma elegância e serenidade. Já imagino meus bisnetos lindos como você.

Helena forçou um leve sorriso, sem saber exatamente como reagir.

— Obrigada.

Carmen continuou, agora mais observadora.

— E não é só beleza, tem postura. Discrição. Sabe se portar.

Um leve aceno de aprovação.

— Concordo plenamente. — Olivia assentiu. — Isso é raro hoje em dia. Helena é mesmo encantadora.

Do outro lado da mesa, Gilberto lançou um olhar discreto para a esposa. Um alerta silencioso, como se dissesse: “já chega”.

Mas Olivia simplesmente ignorou.

— E uma criança só iria completar tudo isso — acrescentou, naturalmente.

Eduardo então apoiou os talheres com calma.

— Quando for o momento… isso vai acontecer. — A resposta foi firme encerrando o assunto.

Carmen o encarou por alguns segundos, como se avaliasse até onde poderia pressionar. E então… sorriu de leve.

— Espero que não demorem.

Helena abaixou o olhar novamente.

*****

O quarto era amplo, com móveis clássicos, uma varanda que se abria para o jardim e uma cama grande demais para ser ignorada.

Assim que a porta se fechou atrás deles, o silêncio tomou conta.

Helena deu alguns passos pelo quarto, observando o espaço mais para ocupar a mente do que por real interesse.

Eduardo permaneceu próximo à porta por um instante, depois caminhou até o canto do quarto, deixando o celular sobre a cômoda.

— Podemos dividir — disse Helena, sem olhar para ele. — A cama, ela é bem grande

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