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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 37

A mesa do café da manhã já estava posta quando chegaram, farta, com pães, frutas, bolos e café. Carmen estava sentada à cabeceira, acompanhada por Olivia e Gilberto, e ergueu o olhar assim que os dois apareceram.

— Bom dia — disse, observando-os com atenção.

— Bom dia, — respondeu Helena, sentando-se, enquanto Eduardo ocupava o lugar ao lado dela, próximo, como um casal normal.

— Dormiram bem? — perguntou Olivia, com um sorriso leve.

A pergunta pareceu simples, mas carregava um peso silencioso. Helena levou a xícara aos lábios antes de responder, mantendo a voz neutra.

— Sim, dormimos.

Eduardo apenas confirmou com um gesto breve. — Sim.

Carmen sustentou o olhar por um instante a mais, como se avaliasse algo além das palavras, mas não comentou. Em vez disso, mudou o rumo da conversa.

— Espero que estejam preparados, quero que Eduardo mostre o restante da propriedade hoje.

— Vai fazer eles andarem a chácara inteira — comentou Gilberto, com um meio sorriso.

— E qual o problema? Jovens precisam se movimentar — retrucou Carmen, firme, arrancando uma risada baixa de Olivia.

Helena tentou se concentrar no café, enquanto a conversa corria leve na mesa, mas, de tempos em tempos, Helena erguia a mão para pegar uma torrada, Eduardo fazia a mesma coisa e seu braço roçava no dele de forma quase inevitável ou quando ela estendia para pegar a geleia ou um pedaço de bolo.

E, toda vez que isso acontecia, a lembrança da manhã voltava com força indesejada. Eduardo também percebia, mas não se afastava bruscamente nem recuava além do necessário, mantinha o controle diante da avó, sustentando a normalidade entre eles.

Carmen, em silêncio, observava tudo da cabeceira. E, embora ninguém dissesse nada, havia algo diferente no ar, algo sutil, mas presente, que não existia no dia anterior… e que agora parecia impossível de ignorar.

Não só Carmen era muito perspicaz, Olivia herdou isso da mãe e também percebeu e um sorriso maroto surgiu em seus lábios.

*****

Logo depois do café, Helena e Eduardo saíram para um passeio pela propriedade, incentivados pela insistência de Carmen e Olivia. Da varanda, as duas permaneceram observando enquanto o casal se afastava, atentos a cada gesto. Sob aquele olhar distante, Helena e Eduardo mantinham uma proximidade convincente, suficiente para sustentar a imagem de um casamento em harmonia.

À medida que se afastavam da casa, o silêncio entre eles não era mais o mesmo dos dias anteriores: frio, distante, carregado de ausência. Havia algo diferente agora. Eduardo, embora ainda reservado, parecia mais acessível, como se aos poucos baixasse as defesas que sempre erguia ao redor de si.

— Esse lugar é lindo — comentou Helena, ao pararem em um dos decks à beira do lago.

Eduardo apoiou os braços na madeira, olhando a superfície calma da água antes de responder.

— Eu entendo por que minha avó insiste em morar aqui. — Sua voz saiu mais suave do que o habitual, quase serena. — Sempre que venho aqui, sinto paz.

Helena o observou de soslaio, surpresa com aquele tom que ela nunca ouvira antes, nem mesmo na casa de praia. Temendo quebrar aquele momento raro, preferiu não dizer nada. Apenas ficou ali, compartilhando o silêncio, que agora parecia confortável.

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