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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 39

Dentro de casa, pequenas mudanças começaram a surgir. Helena passou a dispensar Maria e Neusa mais cedo. A senhora Olga morava em uma edícula próxima a casa e era muito discreta. Helena soube que o marido de Olga morreu ainda jovem e não tiveram filhos, ela se dedicou totalmente à família Monteiro e nunca quis casar novamente.

O chef Augusto e sua assistente, Ludmilla, também eram dispensados de fazer o jantar. Helena pedia que deixasse tudo previamente organizado, cardápio, instruções, preparo, ela fazia questão de cuidar pessoalmente da finalização do jantar.

Era o momento que ela reservava para esperar por Eduardo. Mas ele nem sempre vinha para jantar.

Muitas noites, ele chegava tarde e, na maioria das vezes, já havia comido fora, justificando com um simples e distante “jantar de negócios”.

Outras vezes, quando sentavam para jantar juntos, o silêncio falava mais alto, Eduardo mal falava, o olhar sempre frio e distante, Helena tentava puxar conversa, mas as respostas eram curtas e exasperadas.

Ou até mesmo nas noites em que ele não vinha, e ela imagina onde ele poderia estar ou pior com quem. Nestas noites ela mantinha o celular na mão olhando fixamente para a tela escura.

Eduardo não ligava, não mandava uma mensagem. Ainda assim, Helena esperava.

Nem que fosse por um breve instante. Um único momento em que pudesse dizer “boa noite”… e, em troca, receber apenas um aceno frio e distante e depois vê-lo subir as escadas até desaparecer de vista.

Talvez o pior eram as suas viagens de negócios, repentinas e sem aviso. Eduardo passava dias e até uma semana inteira fora.

Quando Eduardo viajava, Olívia costumava convidar Helena para ir à mansão Monteiro e lhe fazer companhia. Helena, porém, sempre desconversava, alegando que precisava ajudar a mãe na empresa e as aulas de música. Olívia não conseguia esconder a preocupação na voz.

Em um dos fins de semana em que Eduardo ainda não havia retornado, Olívia insistiu mais uma vez:

— Venha passar o dia conosco. Minha mãe estará na mansão.

Helena gostava de Olívia, mas evitava se aproximar demais, não queria criar laços com a sogra e a avó de Eduardo.

— Desculpe, senhora Olívia, mas tenho um almoço de família — respondeu com gentileza.

Olívia percebeu que as coisas entre Helena e Eduardo não haviam evoluído como imaginara. Suspirou, levemente desapontada, mas continuou a conversa por mais alguns instantes. Então, fez um pedido difícil de recusar:

— Então venha ao menos para o chá da tarde. Minha mãe está com saudades de você.

Sem uma boa desculpa, Helena acabou cedendo.

*****

No domingo, Helena e Clara foram à casa do irmão de Clara, localizada em um bairro nobre, embora distante da elite mais tradicional.

O tio de Helena possuía diversos empreendimentos imobiliários e uma incorporadora. Era considerado rico, mas não se comparava aos grandes empresários nem frequentava a alta sociedade. Em determinado momento, chegou a tentar ajudar a empresa de Helena com uma injeção de capital, mas a dívida era tão grande que, se continuasse, colocaria os próprios negócios em risco. Na época, Clara amenizou a situação e escondeu parte da verdade para não prejudicar o irmão.

As duas foram recebidas com carinho pelos tios. Assim que viu a prima, Bernardo a envolveu em um abraço apertado. Era dois anos mais velho que Helena, e os dois sempre foram muito próximos cresceram juntos, aprontaram bastante, e ele sempre a protegeu.

Em seguida, Helena cumprimentou Bianca. Três anos mais nova que ela, era a caçula da família, mimada por todos, mas de temperamento doce. Amava Helena como uma irmã.

Clara, embora tivesse se casado jovem, demorou a engravidar. Após alguns abortos espontâneos, Helena finalmente nasceu em meio a uma gestação difícil e um parto complicado. Depois disso, Clara não pôde mais ter filhos, e Helena passou a ser cercada de cuidado e proteção por toda a família.

Assim que entrou na sala, Helena correu para abraçar os avós.

— Vovó, vovô!

— Nossa pequena Helena chegou! E onde está seu marido? — perguntou Margarida, com inocência.

Os demais, conhecendo os termos daquele casamento, não conseguiram disfarçar. Os sorrisos diminuíram um pouco.

— Ele está viajando a negócios. Eduardo é um homem muito ocupado — respondeu Helena, sustentando o sorriso que aprendera a exibir ao lado dele.

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