Entrar Via

Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 41

Ela surgiu deslumbrante, vestida de vermelho, com uma beleza construída para atrair todos os olhares. Maquiagem impecável, penteado perfeito, presença marcante. Não era apenas beleza, era impacto. E todos ali sabiam quem ela era. Sabiam, sobretudo, da história que a ligava a Eduardo.

A tensão percorreu o ambiente de forma quase imperceptível, mas suficiente para despertar a expectativa silenciosa de muitos. Alguns aguardavam uma cena. Outros, apenas observavam, curiosos.

Quando Viviane se aproximou, trazia nos lábios um sorriso cordial, mas o olhar que lançou a Helena era frio, carregado de desdém.

O contraste entre as duas era evidente. Viviane se vestia para impressionar, para ser notada, para dominar o ambiente com sua presença intensa. Helena, ao contrário, vestia elegância com naturalidade. Seu vestido azul marinho, sofisticado e discreto, não disputava atenção, conquistava. Havia nela uma beleza serena, mas de um brilho próprio que não passava despercebido.

E isso não foi ignorado.

Entre olhares e cochichos, comparações surgiam inevitáveis. Para alguns, Viviane era deslumbrante, mas excessiva. Helena, por sua vez, parecia reunir algo mais raro: equilíbrio, discrição, uma sofisticação que não precisava se impor. Comentários velados começaram a circular, muitos deles reduzindo Viviane a uma beleza passageira, enquanto atribuíam a Helena uma áurea difícil de esquecer.

— Ela é linda… — comentou um homem ao fundo.

— Mas completamente diferente da Viviane.

— Melhor, na verdade…

— Viviane é para um caso. Essa… — ele inclinou levemente a cabeça na direção de Helena — é para casar, Eduardo só ganhou.

Alheia, ou fingindo estar, aos julgamentos ao redor, Viviane mantinha a postura. Aproximou-se com seu andar calmo, cada passo carregado de intenção.

Desde a última vez em que procurara Eduardo, no escritório, havia escolhido se afastar. Não por desistência, mas por estratégia.

Dois meses haviam se passado desde o casamento, tempo que, em sua convicção, seria suficiente para que qualquer encantamento superficial se desgastasse.

Agora, observando os dois e a sintonia aparente, os gestos íntimos, a aprovação evidente ao redor, ela mantinha o sorriso, mas por dentro avaliava.

Apesar da aparência impecável que sustentava, algo em Eduardo mudou no instante em que Viviane se aproximou e Helena sentiu.

O braço dele, ainda apoiado em sua cintura, tornou-se mais rígido. O toque, antes suave, se tornou firme. A respiração, controlada até então, perdeu por um breve momento o ritmo estável.

Helena percebeu a contração leve do maxilar, o modo como os dedos dele se fecharam com mais força contra o tecido de seu vestido, o olhar antes mais suave, agora duros.

Ele estava abalado.

Quando finalmente ergueu os olhos, Helena encontrou Viviane a poucos passos de distância, ainda com aquele sorriso fácil.

Eduardo não desviou. Mas também não havia indiferença ali. Helena inclinou levemente o rosto, aproximando-se o suficiente para que ele a ouvisse.

— Você está bem?

A resposta demorou um segundo além do necessário.

— Estou.

Mas não estava. Helena percebeu na forma seca, no tom baixo demais, no controle excessivo que ele fazia questão de manter.

Sem dizer mais nada, ela ajustou discretamente a postura e entrelaçou o braço ao dele com mais firmeza, como se reforçasse o papel que desempenhavam ali.

Viviane parou diante deles com elegância provocante, como se aquele encontro tivesse sido apenas uma coincidência agradável. Mas não era.

— Eduardo, Boa noite— disse, com suavidade ignorando completamente Helena.

— Boa noite, Viviane. — A resposta veio seca.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Proibida de Amar Meu Marido