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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 42

Na volta para casa, nenhum dos dois disse nada. Ao chegarem Eduardo desceu do carro com o semblante sério, pela presença de Nelson, ele a ajudou a descer do carro e a acompanhou até entrarem em casa.

Assim que entraram e ficaram a sós. Eduardo não a olhou diretamente, mas disse:

— Boa noite, Helena e obrigado por hoje.

E subiu as escadas rápido demais, deixando Helena sozinha na sala e um peso no coração.

*****

Helena

Na manhã seguinte, Helena ao descer para o café soube que Eduardo já havia saído, só havia uma composição de porcelana para o café.

— Bom dia, senhora Helena. — Disse Olga ao vê-la.

— Bom dia. — Respondeu baixo.

Helena ergueu os olhos para a senhora e encontrou ali um olhar silencioso, carregado de compaixão. Ela sabia… sabia que aquele casamento estava longe do que aparentava ser. Ainda assim, era discreta demais para comentar ou fazer perguntas.

Depois de terminar o café, Helena saiu. Havia apenas um lugar capaz de fazê-la esquecer, ainda que por pouco, Eduardo e aquele contrato: o conservatório. Mas, antes, faria uma parada onde, nos últimos dias, vinha buscando forças.

Xavier estacionou o carro em frente à igreja. Helena desceu devagar e, por um instante, permaneceu imóvel, olhando para o alto. Havia angústia em seus olhos… mas também uma esperança.

Respirou fundo e começou a subir as escadas.

Ao atravessar a grande porta de madeira, foi envolvida pelo silêncio e a paz do lugar, como um bálsamo suave sobre o coração inquieto.

Caminhou lentamente até o centro da igreja, então, ajoelhou-se. Ali, em silêncio, entregou-se à oração.

Pediu por discernimento para sua vida, para suas escolhas… e, sobretudo, para compreender o que, de fato, sentia por Eduardo.

*****

Eduardo

Um leve toque na porta antecedeu a entrada de Murilo.

Minutos antes, Márcia o havia informado, com a expressão carregada de quem já previa o clima do dia.

— O chefe está cada vez mais mal-humorado.

Murilo não respondeu. Limitou-se a um aceno discreto e seguiu até o escritório.

Ao entrar, encontrou Eduardo exatamente como esperava: sentado atrás da mesa, o olhar fixo na tela do notebook, a postura rígida e o semblante fechado. A presença de Murilo foi registrada apenas por um breve erguer rápido do olhar, depois voltou a se concentrar na tela.

— Bom dia, senhor Eduardo.

Nenhuma resposta.

O silêncio não incomodava Murilo. Já estava acostumado. Aproximou-se com discrição e depositou uma pasta sobre a mesa.

— Aqui estão as alterações da proposta da Daytech. Precisa apenas de uma revisão final e da assinatura do senhor.

Eduardo desviou o olhar da tela para a pasta, com as pontas dos dedos puxou-a para si, mas não a abriu.

— Como está a preparação do jantar em comemoração à fusão do banco Nexus?

— Tudo conforme solicitado. Os convites já estão sendo entregues e as confirmações começam a chegar.

Eduardo assentiu, pensativo, os dedos ainda repousando sobre a pasta fechada.

— Ótimo. Quero que envie mais um convite.

Murilo manteve a postura, mas aguardou a continuação.

— Para quem, senhor?

Houve uma breve pausa. O tipo de silêncio que antecede algo fora do esperado.

— Viviane Teles.

Desta vez, Murilo não conseguiu disfarçar completamente. O leve arquear das sobrancelhas denunciou uma surpresa rara.

— A senhorita Viviane? — repetiu.

O olhar de Eduardo se ergueu lentamente, frio e direto. Havia ali um aviso silencioso: ele não apreciava questionamentos e nem repetir uma ordem.

— Há algum problema?

Murilo retomou imediatamente a expressão neutra.

— Não, senhor.

— Então pode ir.

Sem acrescentar mais nada, Eduardo finalmente abriu a pasta, mergulhando no conteúdo como se aquela ordem tivesse sido apenas mais uma entre tantas.

Murilo deixou o escritório em silêncio sem entender nada, mas, ao fechar a porta atrás de si, a sensação era clara: algo havia mudado e não era pouco.

*****

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