Entrar Via

Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 45

Naquele dia, Helena voltou para a empresa com a mãe e mergulhou no trabalho ao lado dela. A feira de rochas ornamentais se aproximava. Helena apresentou seus novos designs para mãe que ficou encantada com cada peça.

— São maravilhosos. — Clara sorria visivelmente surpresa com o talento da filha. — Vou passar para o Maurício começar a trabalhar nelas imediatamente.

Maurício era o encarregado do galpão da marmoraria. Agora com o aumento da demanda de trabalho e a feira se aproximando, estava exigindo demais de Clara.

— Tem tempo que não vou na marmoraria. — Disse Helena. — Vou com a senhora e também quero acompanhar a produção de perto.

— Será ótimo.

Clara se dividia entre o escritório e a marmoraria e Helena percebendo que a mãe estava ficando sobrecarregada ajudava cada vez mais na administração dos negócios.

Também era uma forma de fugir do que haviam ouvido no consultório, manter a mente ocupada. Ainda assim, vez ou outra, seu olhar escapava para Clara, carregado de preocupação.

Clara, por sua vez, fingia normalidade com uma firmeza admirável. Trabalhou, organizou papéis, atendeu ligações… como se fosse um dia normal.

No fim do expediente, antes de sair, Helena chamou Célia em particular e contou, em voz baixa, o que havia acontecido.

Célia ouviu em silêncio. Tentou se manter firme, mas não conseguiu conter as lágrimas que escorreram discretamente. Sem dizer muito, as duas se abraçaram num gesto cheio de apoio.

— Mas não vamos sofrer por antecipação — disse Célia, forçando um tom de otimismo.

Helena assentiu, embora soubesse que não era tão simples.

Quando entrou no carro, ela desabou. Porque, no fundo, Helena sabia…aquela doença era muito mais grave do que ela queria admitir.

*****

Ainda naquela noite, Helena não esperou por Eduardo na sala nem na cozinha. Recolheu-se ao quarto e mergulhou nos desenhos, só assim ela conseguiu parar de pensar em Eduardo e contar os minutos, mas manteve-se desperta, atenta a qualquer som, à expectativa silenciosa de ouvir os passos do marido chegando.

As horas se arrastaram e o silêncio da casa apenas reforçava a ausência dele.

Quando o primeiro sinal de luz começou a atravessar as cortinas, anunciando o amanhecer, o cansaço finalmente a venceu.

Helena adormeceu assim, exausta… Eduardo não havia voltado para casa.

*****

Nos dias seguintes, nada mudou: Eduardo não voltou.

Helena chegava em casa e já não encontrava o olhar compassivo de dona Olga à sua espera e, no fundo, sentia-se grata pela discrição da governanta.

O silêncio tornara-se sua companhia constante. Para preenchê-lo, Helena redobrava o esforço na academia e a noite sentava-se ao piano, mas a música que nascia sob seus dedos já não era leve nem harmoniosa; era quase um lamento que ecoava pela casa.

Depois de acalmar o coração com a música ela se debruçava sobre suas criações, pediu para a mãe enviar a velha prancheta e a colocou em seu quarto e ali com a luz de uma luminária passava as noites que se arrastavam iguais, marcadas pela ausência e pela espera. Já fazia três dias que não o via. Não sabia onde Eduardo estava, se viajando… ou pior, com outra pessoa.

Para evitar perguntas, limitava-se a conversas breves com Cláudia e Amanda, que insistiam em marcar um encontro. Helena sempre desconversava, adiava, inventava compromissos e que estava muito ocupada com os preparativos da feira.

Olívia também passou a procurá-la com mais frequência, convidando-os para irem à mansão. Desde o casamento, haviam jantado com os pais de Eduardo apenas uma única vez.

— Eduardo está muito ocupado… — repetia Helena, como justificativa.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Proibida de Amar Meu Marido