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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 48

Os primeiros convidados começaram a chegar em sequência, preenchendo o ambiente com vozes, cumprimentos e conversas. A iluminação sofisticada refletia nos lustres, criando um brilho elegante que se espalhava pelo salão, enquanto a música tocada por uma pequena orquestra completava o cenário de requinte e decoração de extremo bom gosto e sofisticação.

Helena tomou seu lugar ao lado de Eduardo.

A postura era impecável, a esposa perfeita do presidente do Grupo Monteiro. Elegante, serena, irrepreensível. Seu sorriso, doce e gentil, os gestos de uma elegância natural. Havia uma graça e charme em cada movimento, algo que não podia ser aprendido.

E logo Helena era o centro das atenções e aquilo chamou atenção de Eduardo.

Os olhares começaram discretos, homens que, ao cumprimentá-lo, não deixavam de lançar segundos olhares para Helena, admirados demais para serem apenas educados. Alguns se prolongavam além do aceitável, carregados de interesse mal disfarçado.

As mulheres também notavam. Algumas mantinham a elegância, limitando-se a sorrisos diplomáticos. Outras, porém, não conseguiam esconder os olhares rápidos, comentários baixos, uma pontada evidente de inveja diante da presença de Helena.

Ela brilhava sem esforço ou intenção.

Eduardo manteve a expressão neutra, mas por dentro algo se agitava, um desconforto crescente, difícil de ignorar. Cada olhar direcionado a ela parecia invadir um espaço que, até então, ele nunca havia se importado em defender.

Mas agora… Agora era diferente. Seus olhos voltaram a Helena mais uma vez.

Um grupo de executivos se aproximou, rompendo o fluxo mais informal da recepção. Eram homens de postura firme, olhares atentos, acostumados a negociações que valiam cifras milionárias. À frente, representantes do Banco Mais, agora oficialmente incorporado ao Banco Nexus.

Aquela noite não era apenas social. Celebrava-se a fusão que colocava o Banco Nexus como o segundo maior banco privado do Brasil, consolidando o poder de Eduardo no setor financeiro.

Eduardo os recebeu com a cordialidade de um empresário experiente, firme no aperto de mão, sorriso discreto, seguro em cada palavra.

— Senhores, é um prazer tê-los aqui.

— O prazer é nosso, Eduardo — respondeu um deles, mais velho, de voz grave. — Foi uma negociação… memorável.

— E bem conduzida — completou outro, com um leve aceno de aprovação.

Eduardo inclinou a cabeça em agradecimento, sem perder a postura.

— Apenas o começo — disse, com confiança calculada. — Ainda temos muito a construir juntos.

Os olhares entre eles carregavam respeito… e cautela. Aquela fusão podia ter sido concluída, mas as disputas de poder ainda existiam, apenas mais silenciosas.

Foi então que um dos executivos desviou o olhar, notando Helena se aproximar novamente, retomando seu lugar ao lado de Eduardo com a mesma elegância de antes.

— Vejo que não veio sozinho esta noite — comentou, com um leve sorriso.

Eduardo acompanhou o olhar dele.

— Minha esposa — disse, em tom firme, pousando a mão de forma sutil na base das costas de Helena, como se a trouxesse oficialmente para aquele espaço. — Helena Monteiro.

Helena sustentou o olhar dos homens à sua frente, serena, segura, como se sempre tivesse pertencido àquele mundo.

— É um prazer conhecê-los — disse, com voz suave, porém firme.

— O prazer é nosso, senhora Monteiro — respondeu o mais velho, claramente impressionado. — Eduardo foi… discreto. Não comentou que era tão bem acompanhado por uma bela esposa.

Um leve sorriso surgiu nos lábios de Helena.

— Talvez ele prefira manter o foco nos negócios.

A resposta veio com leveza, mas carregava uma sutileza que não passou despercebida. Eduardo lançou-lhe um olhar rápido.

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