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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 58

Laura balançou a cabeça, firme, embora o olhar carregasse incerteza.

— Não. Aqui no Brasil, ninguém desconfia de nada. — disse, com amargura. — Ela é cuidadosa demais para isso. Sempre foi.

Helena franziu levemente a testa.

— Como assim?

— Viviane nunca se expõe. — Laura apoiou a xícara sobre a mesa com um leve tilintar. — Ela se envolve com homens mais velhos, ricos... e casados. Homens que têm muito a perder e não querem escândalo.

Helena sentiu um desconforto crescer no peito.

— Eles a mantêm... — continuou Laura, fria. — Pagam por tudo. Viagens, presentes, luxo. E quando ela percebe que o interesse deles está acabando... ela simplesmente arruma outro.

— Isso é... — Helena não terminou a frase.

O silêncio pairou entre as duas por um instante.

— Mas com o Eduardo foi diferente. — Laura acrescentou, mais baixa.

Helena ergueu o olhar imediatamente.

— Diferente como?

Laura hesitou por um segundo.

— Eu acho que, com ele... ela queria mais. — disse, devagar. — Não era só dinheiro ou conforto. Ela pretendia casar, se estabelecer... assumir de vez esse papel de esposa respeitável.

— Uma fachada definitiva — murmurou Helena.

— Exato. — Laura assentiu. — E, de certo modo, fazia sentido. Eduardo tinha nome, reputação, dinheiro... tudo o que ela precisava para consolidar essa imagem.

Helena sentiu um arrepio sutil percorrer a espinha.

— Então... o que deu errado?

Laura sustentou o olhar dela por um momento, como se também buscasse a resposta.

— É isso que ninguém sabe e eu esperava que você me dissesse. — respondeu, por fim. — Algo aconteceu. E foi grave o suficiente para fazer Eduardo desaparecer por um tempo.

Helena deu um suspiro antes de responder.

— Eu não sei. O Eduardo nem a família falam sobre isso.

O silêncio voltou, mais pesado dessa vez.

Helena encarou o próprio café, já morno, enquanto tentava organizar os pensamentos. Quanto mais descobria, mais perguntas surgiam.

Ela ficou em silêncio por alguns instantes, assimilando tudo. Então ergueu o olhar, encarando Laura com mais firmeza.

— Por que você está me contando tudo isso?

Laura sustentou o olhar dela, sem desviar.

— Porque aquela mulher precisa de uma lição.

O tom foi calmo, mas carregado de algo mais profundo, um ressentimento talvez.

— Uma lição? — Helena inclinou levemente a cabeça. — Ou... você quer vingança?

Por um segundo, um sorriso quase imperceptível surgiu nos lábios de Laura, mas não havia humor nele.

— Vingança é algo baixo demais. — respondeu, com frieza controlada. — Eu quero justiça.

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