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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 63

Naquele dia, Eduardo havia chegado mais cedo e soube por Olga que Helena ainda não havia retornado. Esperou até o horário do jantar e, como ela não apareceu, jantou sozinho. O silêncio da casa o incomodava, e ele se pegou imaginando quantas vezes Helena o esperava em vão e como devia ter se sentido.

A solidão nunca o afetara tanto quanto naquela noite. Já passava das nove, e Helena ainda não tinha chegado. Ele checava o celular a todo instante: nenhuma ligação, nenhuma mensagem.

Provavelmente ela imaginara que ele não voltaria, mas, justamente naquele dia, algo o fez querer voltar para casa e venceu sua própria determinação de se afastar..

Preocupado, ligou para Xavier e foi então que descobriu que ela estava com algumas amigas em uma boate. Aquilo o incomodou mais do que deveria.

Helena ainda piscava os olhos por causa da luz quando percebeu a expressão de Eduardo. O impacto da presença dele ali a fez parar por um segundo, confusa.

— Você sabe que horas são? — a voz dele saiu fria, controlada, mas carregada de irritação.

Helena demorou um instante para processar. Então, um sorriso lento surgiu em seus lábios.

— Hm… — ela inclinou a cabeça, ainda meio tonta — o marido está com ciúmes?

Eduardo endureceu o olhar.

— Você é uma mulher casada, Helena. — disse, seco. — E, como senhora Monteiro, alguém poderia reconhecê-la nesse estado.

Ela soltou uma risada baixa e deu um passo à frente, aproximando-se mais do que deveria.

— E de que adianta ter um marido… — murmurou, a voz suave e arrastada — se não posso nem tocar nele?

A frase o pegou de surpresa. Por um segundo, Eduardo ficou imóvel, sem resposta.

Helena tentou dar mais um passo, mas tropeçou. Antes que caísse, ele a segurou pela cintura, firme. O contato fez com que ela se aproximasse ainda mais, envolvendo o pescoço dele com os braços.

— Você é tão… lindo — sussurrou, com um sorriso perigoso. — tão irresistível…

Eduardo prendeu a respiração por um instante, sentindo o calor dela tão perto. Os lábios de Helena se aproximaram perigosamente.

Ele desviou o rosto levemente.

— Você está bêbada, Helena. — disse, com esforço. — É melhor dormir. Amanhã conversamos.

Mas ela não se afastou. Ao contrário, colou ainda mais o corpo ao dele.

— Você tem um cheiro tão bom… — murmurou, quase sonolenta.

Eduardo fechou os olhos por um segundo, lutando contra si mesmo. Então, sem dizer mais nada, passou um braço por baixo das pernas dela e a ergueu no colo.

Helena soltou uma risadinha fraca, apoiando-se nele.

— Tão forte… — disse, colando o rosto no pescoço dele.

Ele subiu as escadas em silêncio, concentrado em manter o controle. Ao chegar ao quarto, colocou-a com cuidado na cama.

Helena tentou puxá-lo pela camisa.

— Fica…

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