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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 65

Naquela noite, de forma incomum, Eduardo chegou cedo em casa e encontrou Helena na cozinha, conversando com Olga enquanto finalizavam o jantar. As duas se voltaram, surpresas.

— Boa noite, senhor Eduardo — disse Olga.

— Boa noite — respondeu ele.

— Chegou cedo — comentou Helena, ainda surpresa.

— Sim. Tenho uma videoconferência mais tarde. Resolvi fazer daqui mesmo.

— Está bem. O jantar não vai demorar.

— Vou subir para tomar um banho.

Sem acrescentar mais nada, ele se virou e saiu.

— Já que o senhor Eduardo chegou, vou indo. Boa noite, senhora.

Helena se despediu de Olga, e, assim que ficou sozinha, algo se moveu dentro do peito, uma expectativa que fez seu coração acelerar.

Apressou-se em terminar o jantar. Quando estava arrumando a mesa, Eduardo reapareceu. Vestia jeans e uma camisa polo simples, quase casual demais para os padrões dele.

— Já vou servir — disse, tentando manter a naturalidade.

Foi até a cozinha e voltou com as travessas, uma a uma. Eduardo se acomodou na cabeceira e abriu o vinho com movimentos tranquilos. Aquele momento, simples, tinha algo de estranho… quase aconchegante.

— O cheiro está bom — comentou ele.

— Obrigada.

Os dois comeram praticamente em silêncio, mas era um silêncio preenchido com a presença um do outro, tanto Helena quanto Eduardo sentia o calor que emanava entre eles, ouvia a respiração, disfarçadamente um olhava para as mãos do outro se movendo sobre a mesa.

— Amanhã haverá um jantar com alguns empresários importantes — disse Eduardo, quebrando o silêncio.

Helena ergueu o olhar.

— E que roupa devo usar?

A pergunta foi neutra na forma, mas carregava um leve desafio.

— A que você quiser — respondeu ele, seco.

E a conversa acabou ali, logo depois Eduardo terminou de jantar e sem dizer nada levantou e deixou Helena sozinha.

Helena ficou sozinha à mesa por alguns segundos antes de soltar um suspiro pesado. Recolheu tudo, organizou a cozinha, mas a sensação não a deixava. Saber que ele estava em casa despertava algo inquieto, uma mistura de ansiedade e expectativa.

Ela caminhou até a sala. A voz de Eduardo vinha do escritório firme, falando em outra língua.

Sabendo que não iria conseguir dormir, Helena seguiu para a sala de música. Abriu a tampa do piano e deixou os dedos encontrarem as teclas. A melodia começou suave, mas logo ganhou mais intensidade e virou quase um lamento. Ela não pensava, apenas sentia. E deixava escapar, nota por nota, tudo o que não conseguia dizer.

No escritório, Eduardo parou. A música chegou até ele, seu semblante se fechou. Por um instante, deixou de ouvir a voz do outro lado da tela. Ouvia apenas aquela melodia, como se tocasse direto em algo que ele mantinha trancado.

— Eduardo?

A voz do interlocutor o puxou de volta.

Ele piscou, como se despertasse.

— Desculpe… pode repetir?

Mas, mesmo retomando a reunião, a música continuava ali.

*****

Na noite seguinte, ao chegarem ao jantar de gala, o casal chamou atenção assim que entrou no salão. O ambiente espaçoso era luxuosamente decorado, com lustres que refletiam a luz dourada sobre os convidados, enquanto uma orquestra preenchia o espaço com uma melodia suave.

Eduardo e Helena se tornaram imediatamente o centro dos olhares. À medida que avançavam entre os convidados, eram cumprimentados de todos os lados, cercados por elogios e olhares admiração.

Helena estava deslumbrante em um vestido verde-oliva. O modelo tomara que caia deixava à mostra o colo delicado, realçado por um colar de diamantes de brilho intenso. O tecido ajustava-se com precisão às suas curvas, descendo em uma saia fluida que se movia com leveza a cada passo, finalizada por uma pequena cauda que acrescentava sofisticação. O cabelo preso em uma trança elaborada, adornada com pontos de diamante, completava a elegância com sutileza.

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