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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 66

— Eu não sei — respondeu Laura, com um leve encolher de ombros.

Helena franziu a testa, claramente abalada.

— Então… quem é ela?

— Não faço a mínima ideia.

O silêncio entre as duas durou apenas um segundo, Laura estreitou o olhar.

— Falando no encardido… — murmurou. — Olha ela lá.

Helena seguiu a direção do olhar dela e seus olhos encontraram com os de Viviane.

Elegante, impecável e observando as duas com atenção. Um sorriso sutil, carregado de desdém, curvou seus lábios ao perceber que havia sido notada.

Sem pressa, virou-se e se afastou, como se nada tivesse acontecido. Mas o destino era claro.

Eduardo.

Ele ainda conversava com Raul e outros empresários quando Viviane se aproximou. Foi recebida com sorrisos cordiais, como alguém que sabia exatamente como se inserir naquele ambiente.

Mas Eduardo não sorriu. O olhar que lançou para ela foi frio, distante quase um aviso.

— Mas que descarada… — murmurou Laura, a irritação evidente. — Aposto que foi direto nele de propósito.

Helena não respondeu de imediato. Seus olhos permaneceram fixos na cena.

— Laura!

A voz masculina surgiu atrás delas. Laura se virou e o semblante se fechou por completo.

— Rogério… o que você faz aqui? — não houve esforço algum em esconder o desagrado.

O homem, impecável em um terno cinza-escuro, mantinha uma postura firme, mas o olhar denunciava a apreensão. Alto, presença marcante e claramente desconcertado diante da reação dela.

— Laura, por favor… precisamos conversar — disse ele, sem conseguir disfarçar o tom de súplica.

— Nós não temos nada para conversar.

Ele lançou um olhar breve, constrangido, para Helena.

— Desculpe a intromissão.

— Está tudo bem — respondeu Helena com calma. — Talvez seja melhor eu dar um momento a vocês.

— Sabe quem é esse canalha? — disparou Laura, sem desviar os olhos dele, carregados de mágoa. — Meu ex-noivo.

O desconforto de Rogério se tornou evidente.

— Laura, por favor… não vamos fazer uma cena.

Helena percebeu alguns olhares curiosos ao redor.

— Laura… talvez seja melhor ouvir o que ele tem a dizer — sugeriu, em tom baixo.

— Eu já disse que não temos nada para conversar.

Rogério olhou para Helena e ela pareceu entender.

— Acho melhor deixá-los — disse Helena.

Ela inclinou levemente a cabeça, mas antes que Laura protestasse, lançou a ela um olhar firme, erguendo as sobrancelhas em um gesto silencioso: “ouça”.

Laura suspirou, contrariada.

— Está bem. — disse, por fim. — Mas não aqui. Não quero plateia.

Rogério lançou um olhar rápido e agradecido para Helena antes de seguir Laura que se afastava com passos decididos.

Helena voltou a olhar para onde Eduardo estava. Viviane ainda permanecia ao lado dele, conversando com naturalidade com os convidados, como se sempre tivesse pertencido àquele círculo.

Por um instante, os olhares de Helena e Eduardo se encontraram. O dele estava frio, o semblante fechado.

Ela hesitou. Mas, ao dar o primeiro passo em direção a ele, alguém surgiu no caminho, bloqueando sua visão.

— Senhora Monteiro, que prazer revê-la.

Helena parou.

— Senhor Henrique.

Ele tinha um sorriso charmoso, olhar cativante. O tipo de homem que chamava atenção, com certeza muitas mulheres se encantaram por ele. Mas Helena limitou-se a um sorriso educado, tentando contornar a situação e seguir adiante.

Henrique não se moveu.

— Confesso que nossos encontros têm sido… inesperados. E bastante agradáveis.

Helena sustentou o olhar dele, firme.

— Senhor Henrique, devo lembrá-lo de que sou uma mulher casada.

— Sim, eu sei. — Ele inclinou levemente a cabeça, ainda sorrindo. — Mas não pude deixar de notar… que seu marido não parece dar a devida atenção a uma mulher tão bela e admirável.

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