Miguel estava caído no chão, de bruços, o rosto arroxeado, coberto de suor frio, inconsciente.
— Miguel!
Sofia correu para erguer o corpo dele.
Chamou várias vezes, mas ele não reagiu.
Ligou imediatamente para a ambulância, mas era horário de pico. Informaram que levaria pelo menos meia hora.
Para não perder tempo, Sofia apoiou Miguel nos próprios ombros e saiu do escritório.
No corredor, deu de cara com Isabela.
No primeiro instante, ao ver Sofia sustentando Miguel, o olhar de Isabela mudou.
Logo em seguida, percebeu que algo estava errado.
— O que aconteceu com ele?
— Deve ser a gastrite. A dor está forte.
— Mas como ele foi parar nesse estado de repente?
Sofia lançou um olhar cortante para ela.
Se não fosse o almoço apimentado que Miguel tinha feito por causa dela, nada disso teria acontecido.
Sem disposição para discutir, Sofia conduziu Miguel até o elevador.
Mas o painel indicava manutenção.
O escritório da presidência ficava no 79º andar.
Do 71º ao 79º havia apenas um elevador exclusivo.
— E agora? A ambulância ainda não chegou? — Isabela andava de um lado para o outro, aflita.
Sofia respirou fundo:
— Me ajuda. Coloca ele nas minhas costas.
— E o que isso resolve?
— Se você não quer que ele morra de dor, faz o que eu estou dizendo!
Isabela, intimidada pelo tom de Sofia, ajudou a posicionar Miguel sobre as costas dela.
Com esforço, Sofia carregou Miguel até a escada de emergência.
Isabela veio atrás.

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