A semana se passou rapidamente, a inauguração do hotel aconteceu de forma esplendorosa como Giovanni queria.
Hope não economizou em nada, cada detalhe foi observado e o novo hotel da rede de hotéis Bórgia estava pronto para o funcionamento.
Hope havia concordado com Dante em voltar para o Brasil, conhecer seu pai e a família Salvatore e corrigir seus documentos.
Aproveitando a empolgação de Giovani, ela decidiu contar ao amigo a sua decisão. Ela o levou para a sala da gerência e fechou a porta, ficando somente os dois.
- Que mistério. O que você quer me falar que ninguém pode saber?
- Gio, eu tomei uma decisão. Espero que não fique triste.
- Se você está feliz eu também estarei.
- Eu decidi voltar para o Brasil. Preciso arrumar meus documentos e conhecer meu pai. - uma pequena lágrima escorreu de seu olho.
- E porque está chorando? Não quer ir?
- Não queria me afastar de ti. Você é meu irmão do coração! E não quero te deixar triste com minha decisão.
- Você vai ficar por lá? Eu posso visitar vocês.
- Não quero ficar, e esse não é o combinado. Ficarei o tempo suficiente para corrigir as coisas
- Então por que tanto medo? - ele acariciou o rosto dela, limpando a lágrima de sua bochecha.
- Não queria me separar de ti, você poderia vir conosco né?
- Sabe que não posso, mas quando puder te visitarei.
Giovanni abraçou ela carinhosamente e apertado, e com a voz baixa disse em seu ouvido.
- Eu quero você feliz, ele te faz feliz, sentirei saudade sim, mas estarei sempre por perto.
- Promete?
- Prometo, ligarei sempre!
- Te amo Gio! Você é o melhor irmão mais velho que eu poderia ter.
- Também te amo minha fadinha. Você faz meus dias melhores.
No dia seguinte, os quatro estavam prontos, o jatinho de Giovanni os trariam de volta as terras brasileiras e sem ninguém imaginar, Ivy estava de volta.
Maura e Carlos se despediram deixando Hope e Dante a sós no pequeno apartamento, com a promessa de voltar no outro dia logo cedo para iniciar a mudança de volta para a mansão.
Hope se sentia estranha, um pouco desconfortável por estar em um local estranho, mas feliz por estar com Dante.
No quarto ela viu seu quadro na parede, vestida de noiva, sorrindo.
- É estranho me ver assim. Parece outra pessoa.
- E é outra pessoa, você não é mais esta. Logo mudaremos esta foto. Se quiser eu retiro para você.
- Não precisa. Logo estaremos em outra casa mesmo…
Dante a abraçou forte, beijando seus lábios quentes, sentindo a emoção de ter ela de volta em casa.
Na cama à noite, abraçados, Hope ouvia o coração de Dante bater forte no peito. O silêncio do quarto fazia milhares de perguntas rodarem a sua cabeça. E a primeira delas era sobre os funcionários.
- Você nunca percebeu o relacionamento de Maura e Carlos?
Dante riu da pergunta.
- Eles acreditam que não, mas sempre soube.
- Por que não diz a eles?
- Eu ouvi um dia os dois cochichando, e quando olhei estavam se beijando, mas logo depois a Maura proibiu o Carlos de fazer isso novamente, dizendo que não eram mais adolescentes e que não tinham mais idade para um relacionamento.
- Já vi que a sua caretice é contagiosa!
- Você era muito mais.
Ela se afastou de seu peito olhando para ele.
- Graças a Deus eu mudei né?
- Sim meu amor! E eu amo essa sua loucura.
- Mesmo? - ela fixou o olhar e ficou seria.
- Sim, mesmo.
- Você nunca me perguntou sobre a Ellie… por que?
- Não me interessa. Não importa como você resolveu. Te amo e te amarei da mesma forma.
Ela riu alto ao ouvir mais uma vez a declaração de Dante. E sem pestanejar ela sentou em seu colo.



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