Depois que se iniciou o processo para Hope ter seus documentos de volta, ela decidiu se reencontrar com seu pai.
Dante ligou para Pedro, pedindo para se encontrarem em casa para um jantar.
- Pedro, como vai?
- Do mesmo jeito de sempre Dante. Por que está me ligando?
- Estou de volta no país, resolvi voltar para casa, trouxe uma coisa muito boa para você.
- Nada que venha de você pode ser boa Dante.
- Pedro, tenho certeza que essa será. Venha jantar comigo hoje em casa.
- Seus pais sabem que você está no país?
- Ainda não, espero que você não fale, não por enquanto.
- Está bem, estarei aí mais tarde.
Pedro estranhou o convite, desde a morte de Ivy pouco se falaram, e quando fizeram era para brigar. E justamente por Dante ter pedido a ele, Pedro fez o contrário e ligou para Arthur avisando da presença e do convite de Dante.
Arthur logo avisou sua esposa e mesmo sem convite, se arrumaram para o jantar na mansão de Dante, queriam ver de perto o que o filho tinha para mostrar a Pedro.
Hope estava ansiosa e nervosa, não sabia o que iria acontecer ao encontrar o pai. Procurava em seu guarda roupas algo que fosse mais neutro, mas não conseguia encontrar.
Então se lembrou que Dante havia guardado algumas coisas dela, olhou no closet e achou duas caixas com seus antigos pertences.
Dentre eles havia um vestido, lilás, comprido, careta aos seus olhos, mas era o que mais lhe agradava.
Sem perceber a presença de Dante, se olhava no espelho, estranhando seu reflexo.
- Por que está usando isso?
Ele estava parado, encostado no batente, com os braços cruzados no peito e o semblante fechado.
- Estou procurando algo não tão brilhante e colorido. Algo mais neutro.
- Não combina com você, tira, você tem roupas lindas, não precisa disso.
- Mas este era meu.
- Era… quando você era outra pessoa, este vestido não combina com você.
- Mas eu não quero assustar o meu pai.
- Hope… não faça isso. Ele tem que aceitar quem você é agora e não ao contrário. Lembre-se, você é livre para ser e fazer o que quiser!
- Está bem, vou por outro vestido.
- Prefiro você nua, mas isso fica para depois do jantar. - ele sorria maliciosamente enquanto abraçava ela por trás.
Ela se trocou, vestiu um vestido branco e preto de paetês curto, com um longo decote. Nada discreto, mas a sua cara.
Na hora marcada, a campainha tocou, Maura abriu a porta e se assustou ao ver que não só Pedro estava ali, Arthur e Flora também estavam presentes.
Os três entraram, olhando tudo em volta, estranhando a nova mobília que era bonita mas diferente. O que antes era branco com alguns detalhes em tons pastéis, delicado e minimalista, agora se apresentava em tons terrosos e aconchegantes.
- Está casa está bem diferente da qual minha filha deixou.
- Dante não estava morando aqui, não sei porque voltou agora.
Maura ouvia a conversa no canto sem se intrometer, em pouco tempo, Dante e Hope apareceram na escada descendo devagar.
Dante não gostou de ver seus pais ali, mas já imaginava que isso aconteceria.
- Bem vindos, Pedro, trouxe convidados?
- Seus pais não são estranhos, não precisam de convite. - disse ele em tom sarcástico.
- Não são estranhos, mas sim precisam de convite.
Neste momento eles perceberam que havia mais alguém na sala.
- Entendi porque a casa está diferente, saiu do luto? Esqueceu a promessa que fez a minha filha?
- Não… por isso te chamei aqui.
Hope então se mostrou por inteira, com seus cachos coloridos à solta, em um salto alto e um vestido sexy.

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