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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 109

Um mês depois de estarem de volta, Ivy já se sentia completamente familiarizada com a sua casa.

Dante mantinha a mesma rotina de treinos mas o trabalho agora estava tranquilo, deixando ele livre para aproveitar com Ivy em tempo integral.

Mas mesmo que estivessem aproveitando ao máximo, Dante não gostava do fato de que Ivy não era mais sua esposa legalmente.

O advogado já havia avisado que em pouco tempo todos os documentos estariam já prontos, e com isso Dante resolveu dar um passo adiante na relação.

Ele aproveitou uma tarde que Ivy estava com Maura cuidando do jardim, que agora estava mais florido do que jamais esteve, e saiu a procura de um anel de noivado perfeito.

A escolha demorou mais do que pretendia, todos os anéis eram lindos, mas nada era compatível com a personalidade atual de Ivy.

Depois de muitos modelos, finalmente ele encontrou.

Voltou para casa já no início da noite, com a caixinha de veludo no bolso e uma ansiedade enorme no peito.

Quando entrou em casa, não avistou Ivy, mas sabia que Maura estava na cozinha. Ele se aproximou devagar e parou por um tempo, observando a senhora a preparar o jantar.

Dante se encostou no batente, com as mãos no bolso da calça e com um sorriso tenso nos lábios.

- Preciso da sua ajuda Maura - disse ele, sem rodeios, a voz baixa, quase tímida.

Maura sorriu, intrigada.

- Meu menino onde estava? Você está com cara de quem vai fazer alguma traquinagem…

Dante entrou, olhou ao redor como se buscasse coragem nas paredes da cozinha e, então, voltou-se para ela.

- Eu fui comprar um anel de noivado.Vou pedir Ivy em casamento. Sabado à noite. Aqui, na varanda de casa, de frente para o jardim dela.

Maura arregalou os olhos por um instante, mas logo os fechou, balançando a cabeça com um sorriso quase maternal.

- Ah, Dante… que lindo! Ela vai dizer sim com certeza.

- Espero. Mas quero que tudo seja perfeito. Não só o pedido… o momento. O lugar onde ela vai ouvir “você quer se casar comigo” precisa ser lindo, íntimo, cheio de significado. Totalmente diferente de como foi no passado, que foi em um salão para várias pessoas de forma tão impessoal.

Maura se aproximou dele, passando a mão em seu rosto carinhosamente, de forma fraternal.

- Então… o que você quer de mim?

- Quero que você monte o jantar. O prato principal, os detalhes, o vinho, as velas… tudo. Nada exagerado, nada frio. Algo que lembre os sabores que ela ama, que traga memórias boas. Sei que você sabe fazer isso melhor do que ninguém.

Maura suspirou, comovida com o plano de Dante, “ seu menino” se mostrava cada dia mais apaixonado por sua mulher.

- Tudo bem. Deixe comigo. Um jantar feito com cuidado, não só com as mãos, mas com intenção. Vou fazer aquele salmão assado com ervas que ela ama. E de sobremesa… um bolo de avelã com ganache e morangos, o favorito dela.

Dante engoliu em seco, os olhos marejados. Nunca se sentiu desta forma.

- Obrigado, Maura. Sério. Sem vocês eu hoje não seria ninguém.

Ela o abraçou, depois de tantos anos juntos, Maura e Carlos viam e tratavam Dante como um filho.

CASA COMIGO? 1

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