A mansão estava toda acesa, os empregados estavam todos em casa, Ivy estranhou tudo quando desceu do carro de seu pai.
Senhora! Que bom que está de volta, estávamos todos preocupados achamos que algo trágico havia acontecido.- disse Maura segurando as mãos de Ivy de forma firme e aflita.
- Eu estava com o meu pai. Cadê o meu esposo?
-Está lá dentro.
- Ok obrigada.
Se despediu de seu pai com um abraço caloroso e um beijo em sua testa.
-Se precisar, me liga e eu venho te buscar.
-Obrigada pai, por tudo.
Pedro deu mais uma olhada para sua filha e entrou em seu carro.
Sabia que os dois precisavam se entender, mas no fundo acreditava que por mais que sua filha amasse Dante, o casamento estava fadado ao fracasso.
Ivy entrou na casa em pequenos passos, inconscientemente ela segurava a respiração, com os olhos atentos procurou por Dante no piso térreo e não o encontrou.
Parou no primeiro degrau da escada, olhando para cima segurando o corrimão, respirou profundamente tentando se acalmar, não havia vontade nenhuma de estar ali.
Subiu a escada vagarosamente, um pé após o outro, ao ver a porta do quarto entreaberta, parou e espiou pela fresta por um instante.
Ivy viu seu esposo parado, sentado no sofá aos pés da cama, cotovelos apoiados nos joelhos, com a cabeça baixa.
Dante possuía um semblante cansado e derrotado.
Ainda vestia o terno do dia de trabalho, cabelos levemente bagunçados.
Ela se aproximou silenciosamente, parou de frente para ele e o olhou fixamente.
-Me parece que teve um dia exaustivo de trabalho.
Ouvindo a voz de Ivy, ele levantou a cabeça e a fitou.
Sem saber se era verdade ou uma ilusão, Dante levantou as mãos segurando a cintura de Ivy.
Sentindo o corpo quente da garota, ele a puxou para perto, apoiando a cabeça em sua barriga.
O medo que estava em seu peito se foi, Ivy estava de volta em casa, sem nenhum machucado.
E por um instante e com um suspiro profundo, Dante deixou uma lágrima escapar de seu olho.
Ivy sentindo as mãos firmes em sua cintura entendeu o porquê todos estavam ali. Estavam à sua espera. Pela primeira vez, Dante se importou com ela.
Mas ela não deixou as suas emoções tomarem conta do momento e de forma séria questionou a atitude dele.
-Por que você está assim? Alguém morreu por acaso?
-Por que você fez isso? - sua voz era baixa e rouca.
- Isso o que? Dormir fora de casa?
-Você sumiu, sem documentos, dinheiro ou celular.
- Onde eu estava não precisava disto.
Dante levantou o rosto olhando para ela ainda agarrado a sua cintura.
-Por que fez isso?
-Você faz isso sempre, chumbo trocado não dói.
-Você está se vingando?
-Entenda como quiser, afinal, você sempre me afasta, até me proibiu de entrar na sua empresa. Nunca está em casa e odeia me atender no telefone.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: QUANDO TE PERDI