Quando entraram no quarto Dante foi retirando a roupa, quando novamente lembrou da conversa com Domênico.
Ele virou as costas e olhou no grande espelho do closet e viu que não havia como dizer que aquelas marcas eram de Ivy, estavam vermelhas e longas. Provas do sexo do dia anterior com Ellie.
Seus pensamentos estavam longe quando foi surpreendido por Ivy que estava chateada com ele.
- Pensei que havíamos combinado de você não me chamar mais de chérie.
- Pensei que havíamos combinado de você não abrir mais a sua boca para falar de nossa intimidade para a minha família.
- Não foi assim, não tive a intenção…
- Ahh claro que não teve intenção, você deu detalhes por falta de intenção, como você é falsa.
Ivy foi pega de surpresa quando ouviu Dante chamá-la de falsa. Ela procurava o ar, mas ele não vinha para seus pulmões. Até que então ela conseguiu disparar.
- Não tenho culpa se a sua amante te deixou todo marcado. Até nas tuas vestes íntimas ela marcou.
Ivy já estava alterada, estava cansada de ser tratada com tanta indiferença do homem que jurou perante Deus que a amaria e respeitaria até que a morte os separassem.
- Quer saber Dante, eu te amo e sempre te amei, mas não vou aceitar mais isso, você quer ficar sozinho? Ou melhor, quer ficar com a sua amante? Fique, não me importo mais.
Ivy foi até a cama, pegou seu travesseiro e saiu do quarto, deixando Dante sozinho.
Ela entrou no quarto ao fim do corredor, o mais longe possível do quarto do casal, trancou a porta e se deitou na cama.
Estressada e cansada, logo adormeceu.
No outro quarto, Dante estava no chuveiro, enquanto a água quente caía em seu corpo ele pensava nas palavras de Ivy, de Domenico e de sua mãe.
Ele precisava fazer algo, não aguentaria esconder o seu relacionamento com Ellie por muito tempo, e nem queria isso, mas seus planos ainda não estavam concretizados.
Depois de banhado e vestido, como prometido Dante foi para o apartamento de Ellie.
- Oi gatinho, estava te esperando.
- Oi gatinha, demorei mais estou aqui. - Ele a abraçou e deu um beijo.
- Tira a roupa quero você nu, inteiro para mim. - Ela tirou o roupão que cobria o seu corpo nu.
- Gatinha precisamos conversar.
A voz de Dante era pesarosa, e seu olhar vagava pelo espaço. Ele se afastou dela e sentou no sofá.
Ellie logo percebeu que a conversa não seria agradável e colocou o roupão novamente.
- O que quer conversar?
- Você me marcou. Você nunca fez isso.
- Não lembro de ter marcado, deve ter sido enquanto você socava forte dentro de mim.
- Ellie, você deixou oito unhas marcadas nas minhas costas e além disso você me chupou com batom.
- Ivy também usa batom Dante - bufou ela revirando os olhos.
- Ivy nunca me chupou, você deixou marcas na minha cueca.
- Ahh qual é não fiz de propósito. Até parece que eu cometi um crime.
- Você não deixou rastros para ser encontrados? Me parece que você quer que sua prima saiba sobre nós.
- Que isso Dante? Está me acusando?
- Tô achando que você quer sabotar os meus planos.
- Planos, planos, que planos? De você ser o maridinho perfeito da bonequinha enquanto eu sou a mulher que você fode às escuras? Esse é o seu plano?

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