Dante leu a carta, cada detalhe, mesmo não sendo escrita a mão, ele sabia quem tinha enviado para sua casa. Ele sentia o cheiro do perfume de Ellie no papel.
Sentiu um frio na espinha e ao seu redor o tempo parecia ter parado. Todos estavam olhando seriamente para ele e agora ele entendia as palavras de Ivy e o nervoso de seu pai ao telefone.
A única vantagem que ele ainda tinha era o desconhecimento do nome da amante.
- Vamos Dante, comece a falar! Quero respostas!
- Quem é a sua amante filho? Por que você mentiu para nós esse tempo todo?
Dante então resolveu mentir mais uma vez, ele precisava acalmar as coisas com seus pais, mas precisava manter em sigilo o nome de Ellie, senão tudo estaria perdido.
- Não tenho mais amante, isso aqui é uma tentativa de vingança porque eu terminei tudo.
Sua mãe se aproximou, pegou em seu queixo fazendo Dante olhar em seus olhos, Flora queria ver a verdade em seu rosto.
- Tem certeza disso?
A voz de Flora era duvidosa, ela não acreditava nas palavras de seu filho.
- Sim mãe, o Dom conversou comigo, pediu para eu tomar uma decisão e eu fiz, terminei com ela e agora ela fez isso para se vingar de mim por ter encerrado o caso.
- E por que você não nos contou sobre essa mulher antes de se casar com a Ivy? - Arthur estava abalado com a história toda.
- Vocês não aceitariam ela, ela não é do nosso círculo social.
Daiane e Domênico se olhavam duvidando das palavras do irmão mais novo.
- Você pediu a Ivy em casamento tendo um romance com outra mulher, você sabia que isso machucaria a Ivy e mesmo assim você fez, a outra sabia que a Ivy existia, por isso se vingou?
Mais uma vez ele mentiu para seus pais.
- Não, ela não sabia da Ivy, e sim eu fiz de caso pensado, não aguentava mais vocês falando que eu tinha que casar com a Ivy, que ela era perfeita para mim, eu não amo a Ivy, só fiz isso por vocês.
Flora não aguentou as palavras de seu filho e desferiu um tapa em seu rosto.
Ivy, que até então estava escondida, ficou no topo da escada, de canto, ouvindo a confissão de seu marido. As palavras de Dante a atingiram como um punhal cravado em seu peito, o homem a quem ela sempre amou não a amava e agora também tinha outra em seu coração.
Ela correu então para o quarto e fechou a porta, queria ficar sozinha, queria sumir no mundo. Estava quebrada, desolada.
Dante na sala após responder seus pais perguntou aonde estava Ivy. Ele sabia que ela não teria deixado a carta e saído.
Arthur disse que ela estava no quarto, mas que era para deixá-la quieta.
Dante se levantou e subiu as escadas sem responder o pai.
Passou pelo corredor olhando quarto por quarto até chegar no seu antigo quarto. Ao abrir a porta viu Ivy sentada na cama chorando de cabeça baixa.
Ele entrou e fechou a porta atrás de si, se apoiando na mesma com as mãos para trás. Olhava fixamente com o olhar duro de raiva para Ivy que não parava de chorar.

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