Na Itália, Ellie após conseguir falar com Dante, resolve que está na hora de voltar para o Brasil. Mesmo ele dizendo que ainda não era hora de voltar.
Ivy estava morta, Dante confirmou isso, já fazia três meses, as pessoas já não lembravam dela, seu caminho agora estava livre.
Com Giovanni ela tinha a vida que sempre sonhou, muito luxo, muito dinheiro, além de Giovani ter empresa na indústria têxtil, ele ainda tinha as suas boates, que geram muito dinheiro, mas Dante era quem ela queria.
- Gio, eu preciso voltar para o Brasil.
- Por quê meu amor? Você me disse que tinha acabado com tudo no Brasil.
- De trabalho sim, mas a minha prima morreu, meu tio me ligou, ele está sozinho, triste, ele precisa de mim agora.
- Como assim sozinho? Você não me falou desse tio antes.
- Quando eu saí da minha cidade, eu fui morar na casa dos meus tios. Minha tia morreu de câncer há alguns anos, ficou meu tio, minha prima e eu. Agora minha prima morreu também. Eu preciso voltar, para ajudar ele.
- Tudo bem, eu vou com você.
- Não Gio, eu não sei quando vou poder voltar. Ele está muito triste. - disse ela segurando o rosto de Giovanni com as duas mãos.
- Então ficarei sem você novamente?- Giovanni sentia que ela estava mentindo.
- Eu voltarei amore mio, eu voltarei.
- Se você está dizendo, eu acredito, o que você precisar de ajuda, eu te ajudo.
- Obrigada. - Deu - lhe um beijo de agradecimento.
Sem medo de ser pega na mentira, Ellie montou suas malas. Pegou tudo o que Giovanni deu a ela, jóias, peles e também dinheiro que ele guardava em casa e foi para o aeroporto.
Giovanni disponibilizou para ela o seu jatinho para voltar ao Brasil, sem saber que ela não tinha intenção de voltar para ele.
No Brasil, Dante antes de voltar para casa, pediu para o pai leva-lo para o cemitério. Ele queria se despedir de Ivy, já que não pode fazer anteriormente.
Quando chegou viu Pedro colocando flores ao lado da placa de Ivy. Pedro quando percebeu que Dante estava lá, partiu para cima dele, e sem pensar acertou um soco no rosto de Dante, que cambaleou para trás.
- Como você pode fazer isso com ela?! Minha filha, minha princesa, você tratou como lixo.
- Calma Pedro, não foi o Dante que matou sua filha, foi um acidente!
- Você me pede calma porque não foi o seu filho que morreu, foi a minha. Ele não matou ela, mas foi por causa dele que ela morreu.
- O senhor tem razão. - Dante falava limpando o sangue que escorria de seu nariz - ela morreu por minha culpa, eu não queria que isso acontecesse, eu pedi para ela ficar, mas ela não quis. Eu liguei para ela quando ela chegou na França, mas ela não queria conversar comigo. Eu me arrependo muito pelo que aconteceu.
- Se arrepender não vai trazer a minha filha de volta. Espero que a sua vida seja de muito amargor e tristeza, pois o que você fez para Ivy, você merece o triplo.
Pedro saiu do jazigo sem olhar para trás. Arthur e Dante ficaram mais um pouco, e também saíram.
Quando chegou em casa, retirou as coisas de Ivy de dentro do carro, Arthur se despediu e foi embora, deixando o filho sozinho.
A casa estava quieta, silenciosa, toda fechada. Estava fria e escura, nenhum empregado estava presente.
Ele subiu as escadas, entrou no quarto e colocou as coisas de Ivy no closet.
Olhava ao redor, lembrando de tudo o que viveu no pouco tempo em que Ivy esteve ali.
Pegou o envelope que o advogado entregou, relendo o divórcio, onde Ivy abria mão de tudo. Sorriu de canto, sem graça.
- Você realmente não queria mais nada meu né? Eu te daria tudo se isso fizesse você voltar.
- Não fui eu que escolhi, nem a casa nem a decoração.
- Seus pais?
- Não, Ivy. Ela escolheu a casa, meus pais só pagaram, foi presente.
- A decoração também foi ela que fez?
- Sim, cada detalhe, por isso essa casa pertencia a ela.
- Hmm, pertencia é? Mas agora é sua, já que ela morreu. Aliás, você é viúvo ou divorciado? Fiquei confusa.
- E o que isso importa? Não muda em nada.
- Bem se ela pediu o divórcio antes de morrer, você é divorciado, então não é culpa sua nada que aconteceu a ela.
- Sou viúvo Ellie, não me importa o divórcio.
- Ah qual é gatinho. Ela só facilitou o nosso lado.
- Facilitou o que Ellie? Ela está morta, você entende o que é isso?
- Claro que entendo. Agora o nosso caminho está livre, podemos viver juntos para sempre.
Dante olhava para Ellie sem acreditar nas palavras que ouvia. Ela falava de forma fria e sem noção.
Por um momento Dante pensou em como ela poderia agir daquela forma, mesmo ela amando ele e ele tendo amado ela um dia. Não era motivo para tratar de forma tão fria a morte de Ivy que era sua prima.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: QUANDO TE PERDI