Entrar Via

QUANDO TE PERDI romance Capítulo 62

Ao ver seu nome estampado nas mídias, com fotos, nomes e detalhes do triângulo amoroso, Dante estava tomado por sua ira. Ele queria encontrar Ellie e acabar com ela.

Foi até o apartamento que deu a ela, mas o porteiro e o zelador garantiram que ela não aparecia por ali há meses.

Dante possuía a chave do apartamento e a utilizou para entrar. Queria conferir com seus próprios olhos o que haviam dito para ele.

Mas o apartamento estava vazio, no armário não tinha roupas e nem sapatos, na geladeira apenas duas garrafas de água fechadas.

Nenhum alimento nos armários, até parecia que ninguém morou ali. Tudo fechado, coberto por lençóis.

Tentou incansavelmente ligar para ela, mas o número chamado caia na caixa postal.

Apesar de ter comprado para ela o apartamento, e dito que era dela, nunca colocou o imóvel em seu nome.

E como proprietário, ele chamou o chaveiro e trocou a fechadura da porta. Pediu para o porteiro e o zelador não deixarem ninguém entrar e se alguém aparecesse, era para avisar a ele.

Depois de tudo, voltou para casa cansado, mas quando estacionou o seu carro, viu que havia mais um carro estacionado.

Pedro estava à sua espera na sala. Nervoso, estava chorando.

- Pedro, o que te trás aqui hoje?

Pedro levantou a cabeça olhando para onde vinha a voz e sem nenhum aviso, partiu para cima de Dante.

Dante ainda não estava completamente recuperado, sua força e equilíbrio não estavam bons e Pedro mesmo sendo mais velho estava em vantagem neste momento.

Os dois rolaram no chão, Pedro agarrado no pescoço de Dante, tentava a todo custo sufocá-lo.

Dante tentava se desvencilhar das mãos de Pedro, não conseguindo, pegou o vaso mais próximo de suas mãos e acertou a cabeça do mais velho.

Com a pancada Pedro soltou o pescoço de Dante, mas em pouco tempo voltou a puxá-lo pelas roupas e começou a golpear o belo rosto do rapaz.

Com o barulho de coisas quebrando e gemidos de dor, Maura apareceu na sala e vendo a cena, saiu pedindo ajuda aos outros empregados que logo vieram para separá-los.

Com muito custo, conseguiram tirar Dante das mãos de Pedro.

- Você é um canalha! Um hipócrita maldito! Você deveria ter morrido no lugar da minha filha!

- Você está fora de si Pedro, se controla ou o próximo a morrer vai ser você! Já não tem mais idade para trocar socos com os outros assim.

- Não seria má ideia, já que até a minha filha está morta agora.

Dante com ajuda, se levantou, seu rosto estava sangrando, sua roupa estava rasgada e seus negros cabelos estavam bagunçados.

Os sofás brancos e macios, foram rasgados com a faca que ele pegou na cozinha.

Sua casa estava um caos, refletindo o que estava em sua mente. Como um furacão em plena atividade, a casa estava toda destruída. Havia vidros quebrados e móveis virados por toda parte.

Dante não havia dormido na noite anterior, o seu corpo doida devido a tensão do momento e aos golpes recebidos. Seu rosto ainda sangrava e ele sentia que estava inchado.

Depois de um tempo, pediu para o motorista Carlos levá-lo para o hospital, a dor estava latente, sentia seus ossos doerem, talvez alguma costela quebrada, no hospital talvez com algum medicamento ele conseguisse finalmente ter uma noite de sono.

No hospital ele foi avaliado, duas costelas quebradas, o nariz não quebrou, estava apenas fora do lugar, um corte mais profundo no lábio inferior. Seu olho esquerdo estava inchado e roxo, mas sem cortes. Na mão esquerda havia escoriações dos socos trocados.

Aguardado algumas horas, depois de muitos exames e radiografias, Dante foi medicado e liberado após prometer repouso por causa das costelas. O médico pediu pelo menos 30 dias parado.

No carro Dante olhava pela janela as luzes dos postes passarem como borrões rápidos, os remédios tomados já estavam fazendo efeito e ele sentia o seu corpo ficar mole.

Com muita dificuldade Carlos retirou ele do carro, e o levou até o quarto, deixando Dante deitado na cama sozinho.

Por causa dos remédios, ele dormiu pesadamente sem nem se mexer e no dia seguinte quando acordou, o dia já tinha acabado e a noite já se estabelecia.

Tomou um banho e parou de frente ao espelho, observava como seu corpo estava fraco, com marcas e roxos espalhados.

Um vazio tomou conta de seu peito, a falta de Ivy agora era imensa e o remorso o afligia corroendo-o, penetrando no fundo de seus ossos como um veneno que o matava lentamente.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: QUANDO TE PERDI