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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 72

Era o dia, o aniversário havia chegado. O baile de máscaras iria começar.

Os convidados não estavam apenas de máscaras, estavam trajados com figurinos lindos que compunham com as máscaras. Um mais belo que o outro.

Hope recepcionava os convidados enquanto Giovanni os aguardava no meio do salão.

Ela estava ansiosa, queria ver Dante, se aproximar, conversar com ele e entender por que se sentia tão atraída pelo rapaz misterioso.

As pessoas iam chegando aos poucos, mas quem ela esperava, ainda não estava ali.

Dante não foi um dos primeiros, muito pelo contrário, para decepção de Hope, ele foi um dos últimos a chegar.

Ela já não estava mais na recepção quando ele chegou.

Giovanni foi o primeiro a vê-lo. Comprimentou o amigo e conversaram por um tempo.

- Espero que hoje você fique um pouco mais, e aproveite a festa. Mesmo que não goste da multidão.

- Pode deixar, eu ficarei tempo o suficiente para isso.

Giovanni olhou em volta, tentando localizar a pequena garota que não estava nenhum pouco discreta com seu traje de pavão.

Ela estava no canto, com o semblante entristecido, com uma taça de vinho na mão, bebia o líquido vagarosamente, perdida em seus pensamentos.

Ele não era bobo, sabia exatamente o que ela estava pensando.

Giovanni apresentou Dante para algumas pessoas importantes que estavam em sua festa, seu hotel logo estaria pronto e ele tinha orgulho de dizer que o homem que estava ao seu lado era o responsável por sua obra prima.

- Venha meu amigo, tenho algumas pessoas para te apresentar.

Dante rodou o salão quase todo com Giovanni e quando enfim conseguiu ficar só, já estava com sua energia acabada.

Decidiu se isolar um pouco em algum canto.

O salão era no segundo andar, e tinha grandes janelas com sacadas voltadas para o lindo jardim.

Dante se dirigiu a uma da grandes janelas a fim de respirar um pouco de ar fresco.

Hope estava em um canto próximo a janela que Dante se dirigia, e quando ela percebeu que ele vinha em sua direção, seu coração disparou e sua tristeza foi embora instantâneamente.

Ele vinha em sua direção, com seu lindo traje preto e sua máscara de couro, parecia até um príncipe do submundo prestes a roubar-lhe a alma.

Sem esperar, Hope andou em direção a ele, com um sorriso encantador.

- Oi, você deve ser o Dante, o amigo do Giovanni.

Dante parou na frente dela, reconhecia a voz que soava como uma doce melodia aos seus ouvidos.

Com a máscara Hope não conseguia ver, mas o maxilar de Dante estava travado e suas mãos estavam fechadas em punho, tentando conter a tentação de agarra-la em seus braços.

Se ela demonstrava que não o conhecia, ele também demonstraria desconhecimento.

- Sim, sou eu mesmo, e você é?

- Hope, a outra amiga do Giovanni.

Ela ficou sem graça com a atitude dele, achava que ele seria mais caloroso e receptivo com o encontro.

- Eu ouvi muito sobre você, estava curiosa para saber quem era o amigo misterioso.

- Ouviu? Coisas boas ou ruins?

- Bem…não sei dizer

- Tem certeza que foi sobre mim que ouviu? Se não sabe me dizer o que ouviu.

Hope percebeu que ele não estava muito afim de conversar, e toda a fantasia que ela criou em sua cabeça para a hora em que se conheceriam desmoronou.

- Ela bateu forte a cabeça, gerando um traumatismo craniano, ficou em coma por alguns meses e quando acordou, não fazia ideia de quem era.

- E você socorreu ela?

- Sim, e desde então, ela é como uma irmã que Deus nunca me deu.

- E seu irmão? O que ele acha disso?

- Vicenzo não gosta dela, acha que eu me apaixonei, e que ela é algum tipo de golpista.

- Ela é uma garota muito bonita, nem por um momento você olhou ela de outra forma?

- Não, nunca. Sabe, depois que o Vicenzo nasceu, meus pais ainda queriam mais filhos. Minha mãe teve mais um, uma menina. Mas ela teve complicações no parto e minha irmã nasceu morta.

- Nossa, que triste isso.

- Eu tinha dez anos, eu fiz questão de segurar minha irmã no colo e me despedir. Você nem teve como se despedir da sua esposa não é?

- Não, quando soube, ela já estava em uma caixa de madeira.

- Sei como é doloroso a perda, mas a Hope preencheu o vazio que minha irmã deixou em meu peito.

- Espero um dia também conseguir preencher o meu vazio.

- Acredito que vai, basta você se abrir um pouco, baixar a guarda.

- Ela não lembra de nada mesmo?

- Não, nada. Mas estava ansiosa para te conhecer, acho que não foi como ela esperava.

- Acho que não fui muito receptivo. Mas vou tentar me redimir.

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