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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 73

Ela estava no jardim, sentada sozinha em um banco de madeira, sentindo a brisa fresca da noite que trazia também o cheiro das flores. Tentava entender o porquê se sentia frustrada por Dante não ter correspondido às suas expectativas.

Estava acostumada a ser o centro das atenções, todos os homens a desejavam, dentro e fora do palco. E ela aprendeu a lidar e usufruir disso. Mas Dante, ele havia quebrado este ciclo.

O que fez com que ela se sentisse ainda mais atraída por ele, um homem tão sério e lindo, não poderia passar despercebido.

Ela estava tão absorta em seus pensamentos que nem percebeu quando aquele que dominava seus desejos estava se aproximando.

- Acho que a festa não está tão agradável quanto você planejou?

Quando ouviu a voz dele, agora sem ruídos ou barulho ao fundo, sentiu em sua pele uma leve corrente elétrica. Era uma voz encantadora, grave e baixa, rapidamente ela levantou a cabeça para poder admirá-lo mais de perto.

- Posso me sentar?

- Claro! Fica a vontade.

Agora mais de perto e sem a máscara, ela podia ver cada detalhe dele. Seus cabelos negros como a noite eram cheios e lisos. Seus olhos verdes eram vividos e brilhavam como esmeraldas, sua pele branca como marfim contratava com seu traje preto, seu pescoço era longo o que evidenciava o pomo de Adão proeminente e sua boca com seus lábios rosados eram extremamente convidativos.

- Eu vim para cá me esconder um pouco. - sua voz estava calma, mas passava um leve tremor.

- Esconder de que? Que eu saiba você é a estrela da noite, claro, tirando o aniversariante.

Ela deu um leve sorriso para ele, um pouco envergonhado.

-Tem um rapaz que sempre me chama para sair, mas eu não quero, ele é insistente sabe?

- E ele está aqui te perturbando?

- Sim, tive que colocar ele na lista de convidados, é um dos negociantes do Gio.

- Provavelmente eu já o conheci também, Giovanni me apresentou a muitos dos seus conhecidos hoje.

- Desculpa por me apresentar daquela forma, eu fui inconveniente. É que faz tanto tempo que estou esperando para te conhecer… pensei que iria embora novamente.

- Não se desculpe, eu só estava de mal humor. Muito barulho, muitas pessoas. Me deixa irritado.

- Entendo, para mim isso já é normal.

Dante então resolveu quebrar a formalidade entre os dois. Ele queria sentir dela o seu toque macio e caloroso.

- Dante Salvatore - ele estendeu a mão direita para ela.

- Hope Bórgia - ela retribuiu com a mão e Dante beijou delicadamente o dorso sentindo a pele delicada.

Hope, (esperança) o nome combinava com ela de uma forma inigualável. A esperança de um recomeço, uma nova vida, uma segunda chance para Dante fazer o certo.

- Quantos anos você tem Dante?

- Trinta, mas me sinto como se tivesse sessenta.

Ela riu calorosamente a piada dele, estava fascinada com o homem à sua frente.

- Não parece que tem trinta, aparenta ser mais jovem, talvez pelo tom de sua pele.

- Nunca gostei muito de sol, não acho agradável me sentir quente.

- Eu gosto, gosto de praia, do sol, aprendi a apreciar a vida o máximo que posso

- Conheci alguém assim também.

- Sério? Quem?

Dentro do salão, na varanda, Giovanni assistia de longe o casal conversando harmonicamente. Ele ainda não sabia toda a história, mas imaginava que havia muito mais do que Dante lhe contou.

Aguardava as suas investigações, mas esperava que o amigo fosse sincero com ele e contasse toda a verdade.

Em pouco tempo, Hope estava ao seu lado, e ele disfarçou para que ela não percebesse que ele havia visto tudo.

- Oi grandão, vamos cantar os parabéns?

- Claro, minha fadinha.

Ele a abraçou carinhosamente, quando se afastou, segurou em seu rosto, observando o semblante leve da garota.

- Me parece feliz, o que eu perdi?

- Nada, estou feliz por ser o seu aniversário. O que mais séria?

- Não sei, talvez tivesse conseguido algo que queria muito.

- Hahaha mocinho! Estava me espionando?

- Não, só estava na varanda.

- Ele se apresentou para mim, só isso nada de mais.

Giovanni adorava ver as reações de Hope, aos seus olhos a garota era como uma menina travessa que tentava esconder suas traquinagens.

Ele lhe ofereceu o braço e ela o segurou firme, assim os dois caminharam para o centro do salão onde estava a pista de dança.

Ali estava o imenso bolo de aniversário, pronto para os parabéns.

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