Maura se assustou com a cara de Dante, o rosto inchado com os olhos vermelhos a deixaram apreensiva.
- Bom dia para vocês, não precisa se preocupar Maura, foi só uma noite passada em branco. Estava organizando as coisas que você separou.
- E esses olhos vermelhos?
- Bateu saudades, nada demais. Agora vou dormir, até mais tarde.
Ele deu um beijo na bochecha da senhora e foi para o seu quarto.
Deitado na cama pensava em tudo o que viveu nos últimos tempos desde a morte de Ivy até encontrar ela transando com outro homem.
Foi neste momento que Dante entendeu que o que sentia por ela era muito mais forte do que seu orgulho. Faria o máximo possível para que ela o ouvisse e o perdoasse.
Com estes pensamentos ele adormeceu.
Do outro lado do mundo, nem Hope e nem Giovanni sabiam da viagem de Dante.
Ela se manteve longe do hotel pelo fim de semana, não queria cruzar sem querer com Dante e começar outra discussão.
Giovanni percebeu que a garota estava inquieta e calada, estranhou por não ser habitual da garota se portar assim.
Esperou que ela falasse alguma coisa, mas a garota estava muda, então ele teve que dar o primeiro passo.
- Que bicho te mordeu?
- Nenhum
- Você não é assim, o que está acontecendo?
- Várias coisas, estou meio perdida.
- Então me diga, e verei o que posso fazer.
- É estranho um homem recusar sexo, muito mais estranho se for comigo.
- Depende, pode ser por dois motivos: ou não quer nada com você ou quer mais do que isso.
- Mas se ele quer mais do que isso, por que não começar assim? Qual o problema com o sexo?
Giovanni olhava para Hope e não sabia se ria ou se dava uma bronca na garota.
- Além do mais, se ele não quis, não pode interferir em eu ter outro.
- Como assim interferir?
- Ele entrou na minha suíte e esmurrou o Lorenzo.
- Você estava transando com o Lorenzo?
- Não. Já tínhamos terminado, mas ele abriu a porta ainda enrolado no lençol. Eu só ouvi os barulhos, quando vi Lorenzo já dava no chão com o nariz quebrado e sangrando.
- Você não queria ficar com Dante? Por que transou com o Lorenzo? Eu disse a você que ele não era como os outros, que ele não seria mais um brinquedo seu.
- Ele se achou no direito de me cobrar fidelidade!
Giovanni se afastou um pouco da garota, passos lentos, esfregava a testa pensando no que fazer.
- É melhor você deixar o Dante em paz.
- Gio! Eu te falei que ele quebrou o nariz do Lorenzo!
- Você cercou o Dante, se insinuou para ele e só porque ele não quis transar com você logo de cara, você esfregou na cara dele que outros fariam o que ele não fez.
- Eu sou livre para fazer o que eu quero, lembra?
- Tripudiar da dor dos outros não é legal fadinha.
- Eu não fiz isso. - sua voz era mais baixa e carregava um tom de vergonha.
Sem olhar para a garota, Giovanni respirou profundamente e em tom sério respondeu para a garota dando uma ordem.
Ela se aproximou devagar, observando o amigo feliz, e olhando para todos os lados ainda na esperança de encontrar o rapaz perdido em algum lugar perguntou para Giovanni:
- Cadê o Dante?
Só neste momento Giovanni percebeu que a pequena garota estava ao seu lado.
- Bom dia para você também Fadinha.
- Bom dia Gio.
- Caiu da cama hoje? O que faz aqui tão cedo?
- Você viu o Dante?
- Eu não falei para você se afastar dele?
- Eu preciso conversar com ele. Onde ele está?
Giovanni amava Hope, mas muitas vezes também gostava de pregar-lhe peças.
E esta era uma boa oportunidade.
- Voltou para o Brasil. O hotel já está quase pronto…
- Como assim? Porque você não me disse isso antes?
- Não achei que queria saber, já que estava tão decidida a defender o Lorenzo.
- Você está brincando comigo, né?
- Não, ele está no Brasil, se quiser conferir, liga para ele.
Ela não disse mais nada, deu as costas para o amigo e andou apressadamente até seu carro. Ela não sabia e nem entendia o porquê se sentia tão mal, mas não queria deixar Dante ir embora sem nunca terem algo concreto.
Giovanni ficou ali olhando a pequena mulher de cabelos coloridos se afastar dele tão depressa quanto um raio. Ele sabia que a hora de Hope saber a verdade havia chegado.

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