DAMIAN WINTER
"Maxine Winter."
Depois de vê-la, percebi que nenhum outro nome no mundo podia pertencer a ela. Olhei para o pequeno ser ensanguentado e enrugado no peito da minha esposa e a palavra "grandiosa" pareceu se encaixar perfeitamente.
Stella estava radiante. Cansada, pálida, mas absolutamente luminosa. Ela era uma deusa.
Quando as enfermeiras levaram Maxine para limpá-la e pesá-la, cada segundo que ela esteve fora do meu campo de visão foi uma agonia. Eu observei cada movimento, um leão protetor irracional, pronto para atacar se elas a manuseassem com menos cuidado do que o tesouro inestimável que ela era.
Então, ela voltou, enrolada em um cobertor rosa macio, usando um gorrinho ridículo. A enfermeira sorriu para mim.
— Papai, quer segurar sua filha?
Minhas mãos, que controlavam impérios, tremiam. Assenti, mudo. Ela colocou aquele pacote impossivelmente leve em meus braços. Eu prendi a respiração, com medo de que meu simples respirar pudesse quebrá-la. Ela era tão pequena, tão frágil. E era minha. Minha filha.
Seu rostinho estava franzido, mas quando toquei sua bochecha com a ponta do dedo, ela se mexeu, seus lábios fazendo um pequeno movimento de sucção. Os olhos azuis que se abriram por uma fração de segundo, turvos e curiosos, eram de Stella. Acho que isso causaria um pouco de ciúmes nos gêmeos.
— Oi, Maxine. — sussurrei. — Eu sou seu pai. E eu prometo... eu prometo que vou te dar o mundo.
Sentei-me na poltrona ao lado da cama de Stella, sem vontade de soltá-la. Nossos pais, Lizzy, Alex e Leah foram informados por mensagem, mas esta primeira hora, era só nossa.
[...]
Os dois dias seguintes no hospital foram feitos de fraldas minúsculas, procedimentos médicos e uma falta de sono que nem de longe me incomodava. Eu estava funcionando com pura adrenalina e uma adoração que beirava a insanidade. Eu assinava papéis de alta sem ler, apenas para que a enfermeira me devolvesse minha filha.
Chegou o dia de ir para casa. Vesti Stella com seu casaco e coloquei Maxine no bebê-conforto foi uma provação de vinte minutos que envolveu suor e xingamentos baixos. Eu verifiquei as tiras umas quinze vezes.
— Damian, ela não vai a lugar nenhum. — Stella riu da cadeira de rodas do hospital. — Você está estrangulando ela.
— Estou garantindo a segurança dela. — murmurei, afrouxando ligeiramente a tira só para o caso dela estar certa.
A viagem para casa foi a mais lenta da minha vida. Diferente da nossa vinda, eu dirigi o Rolls-Royce mantendo uma distância de três carros de todo mundo, parando cuidadosamente em cada sinal.
— Querido. — Stella disse suavemente do banco do passageiro, onde ela estava virada para trás, olhando para nossa bebê. — Estamos sendo ultrapassados por um ciclista.
— Que ele vá. Nós não estamos com pressa.
Quando viramos em nossa rua. O carro dos meus pais estava lá. O de Lizzy. O de Alex. E, para minha surpresa, o de Leah. A casa estava cheia. Droga.
Eu estacionei o carro com cuidado. Antes que eu pudesse desligar o motor, a porta da frente se abriu com um estrondo. Meus pais, Lizzy, Alex, Leah e Larissa saíram, todos falando ao mesmo tempo. E então, meus filhos.
Apollo, Orion e Danian passaram correndo pelos adultos, seus rostos pressionados contra o vidro escuro do carro, pulando animados.
— ELA ESTÁ AÍ? A MAXINE ESTÁ AÍ?
Abri minha porta e respirei fundo.
Abri a porta de Stella, ajudando-a a sair. Ela estava dolorida, mas sorrindo. O coro de "Bem-vindos!" e "Parabéns!" foi caloroso, mas todos os olhos estavam na porta de trás.
Abri a porta de trás e cuidadosamente desencaixei o bebê-conforto.
— Calma. — eu disse aos meninos, que estavam puxando minha calça. — Vamos entrar primeiro.
O hall de entrada estava uma explosão de rosa. Balões de "É uma Menina!" e "Bem-vinda, Maxine!" flutuavam no teto. Havia flores por toda parte. Minha mãe e Leah, sem dúvida.
— Oh, ela é linda! — minha mãe foi a primeira, as lágrimas já rolando.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!