Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 435

ALEXANDER HAMPTON

SETE ANOS DEPOIS...

Era um sábado de sol no Central Park.

Eu e Lizzy estávamos sentados num banco, tomando sol, observando nossas "criaturas" soltas na natureza.

Noah William tinha onze anos agora. Ele estava alto para a idade, com os ombros largos que puxou do avô materno e o meu cabelo bagunçado. Ele era o garoto popular da escola, capitão do time de futebol e, secretamente, um nerd que ainda adorava dinossauros.

Maya Elaine tinha sete anos. Ela era uma miniatura exata de Lizzy, com os mesmos olhos expressivos e a mesma teimosia. Ela usava maria-chiquinhas e um vestido rosa que já estava sujo de terra nos joelhos.

Eles estavam brincando perto da caixa de areia, construindo o que parecia ser um castelo.

— Eles se dão tão bem. — Lizzy comentou, descansando a cabeça no meu ombro. — Eu tinha medo que a diferença de idade atrapalhasse.

— O Noah leva a sério o trabalho de guarda-costas. — Ri. — Às vezes até demais. Ontem ele rosnou para um menino que pediu o copo emprestado para a Maya na escola.

De repente, a paz foi quebrada.

Um grupo de três meninos maiores se aproximou do castelo de areia. Vi a linguagem corporal mudar. Um deles, um garoto robusto de boné virado para trás, chutou a torre que Maya tinha acabado de construir.

— Ei! — Ouvi a voz de Maya, aguda e indignada.

Noah, que estava pegando água na fonte ali perto, largou o balde e correu de volta. Ele se colocou entre a irmã e o garoto maior, empurrando-o para trás.

— Não mexe com ela! — Noah gritou.

O garoto riu e empurrou Noah de volta.

Lizzy e eu nos levantamos no mesmo instante.

O garoto se abaixou, pegou uma pedra no chão e arremessou.

A pedra acertou a testa de Noah, que cambaleou para trás, segurando a cabeça, gritando de dor.

Começamos a correr.

Mas não fomos rápidos o suficiente. Maya foi.

Ao ver o irmão ferido, a minha princesinha de sete anos e maria-chiquinhas avançou.

Com um movimento preciso que eu reconheci imediatamente, Maya girou o corpo e desferiu um chute certeiro, potente e perfeito, bem no meio das pernas do agressor.

O garoto soltou um som que só cachorros podiam ouvir, ficou roxo e desabou de joelhos na areia, segurando suas "joias".

Os amigos dele recuaram, assustados.

Chegamos lá ofegantes.

— Maya! Noah! — Lizzy se ajoelhou ao lado de Noah, examinando a testa dele. — Você está bem? Deixa a mamãe ver.

— Tô bem, mãe. — Noah fez uma careta de dor. — Só foi uma pedrada.

Me virei para o garoto no chão, que ainda gemia em posição fetal. Os pais dele estavam correndo em nossa direção, gritando.

— O que aconteceu aqui?! — O pai do garoto berrou. — Sua filha atacou meu filho!

— Seu filho jogou uma pedra no meu! — Retruquei, ficando de pé e usando toda a minha altura para intimidar. — E chutou a construção da minha filha. Ele começou.

— Ela é uma selvagem! — A mãe gritou.

Olhei para Maya. Ela estava parada ao lado de Noah, com os punhos fechados e a respiração acelerada. Ela não parecia arrependida. Nem um pouco. Eu também não estaria.

— Crianças são crianças. Não vou levar isso mais longe, já que minha filha devolveu a agressão. Vamos levar o Noah para ver esse ferimento. — Ao olhar o ferimento sangrando os pais do garoto recuaram.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!