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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 182

STELLA WINTER

DOIS ANOS DEPOIS

O paraíso que encontramos neste bangalô sobre palafitas há três anos era o mesmo. A mesma água turquesa inacreditavelmente clara que se funde com o céu no horizonte. O mesmo teto de palha, o mesmo cheiro de sal e gardênias. Mas o som... o som é gloriosamente diferente.

Na nossa lua de mel, o único som era o das ondas e dos nossos sussurros. Hoje, o ar está repleto de gritos, risadas estridentes e o som de pelo menos três tipos diferentes de "bala de canhão" atingindo a piscina de borda infinita.

— Você não me pega, papai! Eu sou muito rápido! — Danian, agora com quase nove anos e pura energia desenfreada, gritou enquanto remava freneticamente em uma boia.

— Nenhum exército escapa do Monstro do Mar! — a voz de Damian, profunda e teatral, ecoou.

Ele emergiu da água como um leviatã, o cabelo escuro e comprido jogado para trás, e agarrou a boia de Danian, virando-a com uma facilidade que fez nosso filho gargalhar histericamente.

Do outro lado da piscina, Apollo e Orion, com onze anos, estavam em uma batalha de espirros mais contida, mas igualmente competitiva.

E então, havia a rainha.

— Papai! Eu! Minha vez!

Maxine, com dois anos de idade, estava parada na borda da piscina, usando um maiô rosa choque e boias de braço que a faziam parecer um pequeno flamingo musculoso. Ela batia os pés com uma impaciência que era, inegavelmente, 100% Winter. Ela não tinha medo de nada, muito menos de seu pai.

Damian largou Danian, que ainda ria, e nadou até ela em duas braçadas.

— Sim, minha princesa? O que a rainha deseja?

— Alto! — ela exigiu, levantando os bracinhos.

Damian a pegou e a ergueu acima de sua cabeça, fazendo-a "voar" sobre a água. O som da risada dela era a minha música favorita no mundo. Ele a adorava de uma forma que beirava o ridículo. Damian agora era completamente controlado por uma criança de dois anos que mal sabia formar frases completas.

Observei tudo do conforto de uma espreguiçadeira à sombra, um copo de água gelada com limão na mão. Coloquei a outra mão sobre minha barriga, ainda lisa sob o maiô, um pequeno segredo que eu guardava com um sorriso.

Eu estava grávida.

Descobri na semana anterior à viagem. Minha primeira reação foi uma alegria tão pura e assombrosa que chorei no banheiro, rindo sozinha. Minha segunda reação foi decidir não contar a ele. Ainda não.

Eu conhecia meu marido. No momento em que eu dissesse a palavra "grávida", o modo "Damian Protetor Nível Mil" seria ativado. Ele me envolveria em plástico bolha, monitoraria cada gole de água, me proibiria de andar muito rápido e, provavelmente, tentaria me carregar para todos os lugares.

Eu o amava por isso. Mas estas férias... eram sobre diversão. Eu queria vê-lo ser apenas "pai" e "marido", não "segurança de grávida". A notícia podia esperar. Seria meu presente para ele quando voltássemos para casa.

— Mamãe! Mamãe, olha! — Apollo gritou. Ele havia conseguido subir nos ombros de Orion, formando uma torre humana trêmula que desabou um segundo depois em uma explosão de água.

— Eu vi, meu amor! Lindo mergulho! — gritei de volta, rindo.

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