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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 441

LEAH HAMPTON

O caminho de volta para o carro pareceu muito mais longo do que a ida. Cada passo exigia um esforço monumental.

Desmontamos o acampamento em tempo recorde. Markus não se importou com as varetas dobradas ou com a lona suja de terra, ele apenas enfiou tudo no porta-malas de qualquer jeito. Mark estava deitado no banco de trás, com o pé machucado enfiado dentro do cooler de cervejas mornas.

Dirigimos até a cidade mais próxima que tinha sinal de celular e um hospital decente.

O setor de emergência estava vazio àquela hora da tarde. A enfermeira da triagem arregalou os olhos quando entramos. Devo admitir que parecíamos ter sobrevivido a um ataque de lobos.

Fomos atendidos rapidamente. O médico de plantão confirmou o meu diagnóstico: a torção de Mark era leve, exigindo apenas gelo, repouso e uma bota ortopédica por alguns dias. Os arranhões foram limpos e curativos foram colocados. Markus precisou de alguns pontos superficiais nas costas devido à descida pelo barranco, e eu recebi curativos nas mãos e nos joelhos esfolados.

Quando finalmente nos sentamos na sala de espera, limpinhos na medida do possível e medicados, o clima começou a clarear.

Mark estava sentado entre nós dois, chupando um pirulito vermelho que o pediatra tinha lhe dado.

Markus soltou um suspiro longo e passou a mão pelo cabelo. Ele olhou para nós e um sorriso cansado apareceu no canto da boca dele.

— Sabem de uma coisa? Daqui a uns dez anos, quando o Mark estiver na faculdade, nós vamos olhar para o dia de hoje e dar muita risada. Vai ser a nossa melhor história de família.

Virei o rosto para encará-lo, incrédula.

— Rir? Você acha que algum dia isso vai ter graça? — Perguntei, a lembrança do tênis na beira do barranco e a imagem de Mark ensanguentado lá embaixo ainda fazendo meu estômago embrulhar. — Quase tive um infarto fulminante hoje, Markus. Não consigo ver onde estará a graça.

Mark balançou a cabeça, concordando vigorosamente comigo.

— É, pai. Eu também concordo com a mãe. — Apoiou tirando o pirulito da boca. — No futuro, a gente pode pensar que foi uma grande aventura. Tipo aquelas dos filmes. Mas não teve nada engraçado em ficar preso lá embaixo achando que ia dormir com os ursos.

Markus revirou os olhos.

— Vocês dois são muito irritantes. Parece que não têm senso de humor. — Ele retrucou, fingindo estar ofendido.

Inclinei-me e dei um beijinho rápido na bochecha dele.

— Não fica irritado, amorzinho. — Provoquei. — Olha pelo lado bom das coisas. Nós voltamos vivos e... como tivemos que abortar a viagem antes do tempo, você ganhou a aposta.

Os olhos de Markus brilharam, e o cansaço pareceu sumir do rosto dele.

— É mesmo! — Ele exclamou, ajeitando a postura na cadeira de plástico desconfortável. — A aposta! Eu sou um homem das cavernas imbatível.

Mark olhou de Markus para mim, confuso.

— Que aposta?

— Eu apostei com o seu pai se ele ia ou não reclamar de algo no acampamento.

— Ah, então é por isso que ele não estava sendo chato! — Mark arregalou os olhos, como se um grande mistério do universo tivesse sido revelado. — E o que o pai ganhou?

Markus abriu um sorriso malicioso e olhou para mim.

— Ah, eu ganhei um mês de ma...

— Macarrão! — Interrompi, quase gritando, sentindo minhas bochechas queimarem instantaneamente. — O seu pai ganhou um mês de macarrão! E a pior parte é que eu tenho que cozinhar pessoalmente para ele.

Markus ergueu as sobrancelhas, surpreso pela minha mentira rápida, mas logo a diversão tomou conta dos olhos dele.

— Legal! — Mark comemorou, inocente. — O papai sempre fala para a Sra. Higgins fazer macarrão. Eu não sabia que ele gostava tanto assim, ao ponto de querer comer todo dia por um mês inteiro.

Markus sustentou o meu olhar. Havia uma promessa muito clara naqueles olhos cinzentos.

— Eu adoro, filho. — Markus disse, a voz num tom baixo e arrastado. — Eu vou cobrar essa aposta todo dia. Tenho certeza de que não vou enjoar. E a sua mãe faz o melhor... macarrão... de Nova York.

Senti o meu rosto pegar fogo. Dei um chute fraco na canela dele por baixo das cadeiras da sala de espera, mas ele apenas riu, satisfeito com a própria piada interna.

MARKUS BLACKWOOD

Chegamos em casa no início da noite.

Aquela casa nunca me pareceu tão reconfortante como hoje. As paredes, o chão nivelado, a ausência de preocupação com ursos e barrancos traiçoeiros.

Deixei nossas coisas cheias de terra na entrada e carreguei Mark no colo até a sala de estar, colocando-o com cuidado no sofá grande.

Leah jogou as chaves do carro na mesinha de centro e se espreguiçou.

— Finalmente em casa. — Ela suspirou, tirando os sapatos sujos. — O que vocês querem jantar? Eu sei que o almoço foram sanduíches de atum quentes, então acho que merecemos algo de verdade.

Olhei para Mark, que estava afofando as almofadas.

— O que você acha de um macarrão com almôndegas, campeão? — Sugeri, lançando um olhar provocativo para Leah.

Ela me fulminou com o olhar. Se olhares pudessem matar...

— Acho bom!

— Macarrão. Certo. — Ela disse entre os dentes. — Vou tomar um banho rápido para tirar essa lama da alma e já desço para cozinhar.

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