Aproveitando o intervalo antes da aula começar, Tainá sacou dez mil reais de sua conta e transferiu para Gustavo.
— Gustavo, este dinheiro é de uma colega de classe. Amanhã, assim que o mercado abrir, aplique usando alta alavancagem.
Ao investir aqueles mais de seiscentos milhões hoje, Tainá foi um tanto cautelosa e utilizou apenas baixa alavancagem.
Afinal, quanto maior a alavancagem, maior o risco.
Mas com aqueles meros dez mil reais, Tainá não tinha medo. Mesmo que houvesse algumas quedas no meio do caminho e o dinheiro se perdesse, o impacto seria mínimo.
Ela simplesmente compensaria Ana do próprio bolso.
— Tainá, se entrarmos amanhã, ainda dá lucro? — perguntou Gustavo, ansioso para investir mais.
— Dá sim, mas o ponto de entrada não estará tão baixo quanto hoje, então a margem de lucro será um pouco menor.
— Ótimo, entendido.
Os olhos do Diretor Gustavo brilharam. Ele sacou mais uma parte dos seus fundos de reserva, juntou com os dez mil e planejou aplicar tudo junto no dia seguinte.
Para ele, Tainá já havia se tornado uma divindade; se ela dizia que dava lucro, era certeza absoluta.
— Gustavo, por favor, pergunte à Professora Glória se ela também quer investir. Se ela quiser, inclua o nome dela.
Com a correria, Tainá quase havia se esquecido da professora Glória, que sempre fora tão dedicada a ela.
— Não precisa se preocupar com isso, já incluí o dinheiro dela nas minhas operações de hoje.
Eles sempre se deram muito bem.
— Então, obrigada, Gustavo.
Ao voltar para casa depois da aula, Tainá foi recebida por um aroma delicioso assim que abriu a porta.
— Suzi, preparou um banquete hoje? Está com um cheiro maravilhoso.
Tainá nunca tratou Suzi como uma funcionária qualquer. No dia a dia, Suzi costumava cozinhar alternando os pratos de acordo com os gostos e preferências de Tainá.
Ela nunca economizava com alimentação; ganhava dinheiro justamente para gastar, e a saúde vinha em primeiro lugar.
Se havia algum prato especial que desejava comer, apenas avisava Suzi com antecedência.
— O Jonas voltou. Como ele está de folga nestes dois dias, decidiu preparar algo especial para nós.
— Ah, o Jonas está aqui! Vou me esbaldar, terei dois dias de pura fartura.
Quando Tainá terminou de se arrumar e voltou, trazia nas mãos os mil reais de Ana e os entregou a Suzi: — Use isso para comprar as compras do dia a dia.
Tainá preferia fazer transferências digitais e raramente andava com dinheiro vivo, achava muito incômodo. Mas pessoas mais velhas, como Suzi, preferiam as cédulas de papel.
Nesse instante, Vagner e Lino também saíram de seus quartos, deparando-se com a mesa já farta com as especialidades de Jonas.
Havia Costeletas Crocantes, uma panela de Canja de Pombo Jovem, o Peixe Mandarim Crocante recém-servido, uma travessa de Lagostim com Sal e Pimenta, além de três grandes pratos de vegetais frescos.
Um banquete completo em cor, aroma e sabor, com opções da terra, do céu e do mar.
Enquanto os cinco se sentavam para comer, Tainá se lembrou do professor Fábio.
Ultimamente, quando ele estava com o tempo apertado, fazia as refeições ali; mas, quando tinha uma brecha, tentava cozinhar sua própria comida, não querendo ser um peso para a casa de Tainá.
— Professor Fábio, não precisa cozinhar hoje, venha comer com a gente. O jantar está especial!
Era preciso admitir, o professor era excelente e ajudava Tainá consideravelmente nas disciplinas de redação e interpretação de texto.
Em menos de dois minutos, o professor Fábio chegou.
— Uau, as habilidades da Suzi estão dignas de um chef cinco estrelas!

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