Capítulo 100
Derrick
— Será que acalma, Consigliere?
— Você fala demais, Rúbia… — murmurei contra a boca dela, segurando firme sua cintura. — Tá precisando é de um bom trato.
Antes que retrucasse, empurrei-a contra a parede e capturei sua boca num beijo quente, desesperado. Ela tentou resistir com os braços rígidos, mas logo cedeu, arfando contra meus lábios.
— Derrick… — sussurrou, com a voz entrecortada.
Prendi suas mãos contra a madeira da prateleira, meu corpo colado ao dela. Desci para a bunda, apertando.
— É isso que você quer, não é? Um homem de verdade.
— Eu… preciso trabalhar… — tentou, mas sua voz tremeu quando minha mão deslizou pela coxa até sumir por baixo da saia do uniforme.
— Responde direito. — sussurrei na nuca dela, apertando seus quadris. — Quer ou não?
Ela fechou os olhos, mordendo o lábio, e apenas assentiu devagar.
— Fala. — pressionei. — Eu quero ouvir.
— Quero… — saiu num fio de voz, mas suficiente pra incendiar meu sangue.
Sorri contra sua pele.
— Assim que eu gosto.
Virei-a de costas, encostei-a na parede áspera e segurei seus cabelos numa das mãos. A respiração dela já vinha em soluços.
— Derrick… — gemeu, arfando. — Não faz eu perder a cabeça…
— Já perdeu. — murmurei, mordendo seu ombro. — E é comigo que você vai se achar de novo.
Ela arqueou, deixando escapar um gemido rouco, cheio de raiva e desejo misturados. Me empurrou de leve, mas voltei a prendê-la.
— Você me provoca o dia inteiro, Rúbia. — sussurrei no ouvido dela. — E agora vai aguentar as consequências.
— Seu idiota… eu passo o dia e a noite nesse uniforme feio — retrucou, mas gemeu logo em seguida, traindo as próprias palavras quando toquei por baixo da calcinha.
— Isso. Que delícia — apertei a cintura dela, guiando o movimento. — Geme pra mim. Eu quero te ouvir gemer enquanto te fodo.
Ela trouxe a mão por trás do corpo e passou no meu pau por cima da calça. Que loucura.
— Caramba… Derrick… — sua voz falhou, os dedos da outra mão arranharam a madeira à frente. — Isso é loucura…
— Não. Isso é só uma amostra — Segurei firme seus quadris, tirei o pau pra fora e abaixei sua calcinha. Peguei um preservativo que tenho na carteira e coloquei. — E de noite vai ser pior. Vai ser só você e eu no meu quarto.
Ela virou o rosto para o lado, me encarando com os olhos semicerrados, molhados.
— Você não presta.
— Presto sim. — respirei fundo, segurando seu maxilar para roubá-la num beijo rápido. — Só pra você. Bom... Depende do ponto de vista.
— Ah! — gemeu quando me enfiei dentro dela.
— Shiu. Ninguém pode te ouvir. Só eu. Vou mexer bem devagar pra você sentir aos poucos.
— Tá doendo. É bem grande.
Puxei seus cabelos com cuidado e beijei seu pescoço. Levei as mãos até os seios, esfregando os mamilos por cima do tecido do uniforme.
— Vou bem devagar. Me sente dentro de você, Rúbia.
O corpo dela tremeu, e os gemidos foram crescendo até que precisei tampar a boca dela com a minha mão para abafar.
— Você gosta de ser fodida assim? Devagar. Fundo?
Saímos apressados, os passos ecoando pelo corredor. No caminho, já chamei um dos soldados que guardava a lateral da casa.
— Meu celular sumiu! Vigilância dobrada na casa, agora! — ordenei. — Nenhum carro sai, nenhum portão abre sem a minha ordem!
Ele assentiu e correu para avisar os outros.
Subimos os degraus quase correndo. Bati na porta do quarto de hóspedes — nada. Entrei de supetão. Riley estava lá dentro, de pé, olhando ao redor.
— A senhora viu a Emma? — perguntei, ofegante. — Meu celular sumiu.
Ela virou-se para mim com algo na mão.
— Não seria esse? — ergueu o aparelho. — Eu vim justamente procurar ela e só encontrei esse celular diferente aqui na cama.
Meu coração disparou.
— Porra! É o meu! — arranquei da mão dela e já puxei o rádio do bolso. — Alerta máximo na propriedade! Emma está tentando fugir!
O estalo seco da resposta dos homens veio pelo rádio. Eu abri o celular, os dedos tremendo de raiva. Entrei no histórico pra ver o que ela tinha feito.
Uma única ligação.
Pra ele.
— Merda… — rosnei. — Ela ligou pro Jackson.
O silêncio no quarto pesou como chumbo. Riley me encarava com os olhos arregalados, o bebê choramingando no colo dela.
Fechei a mão com força em volta do celular.
— Se ela fez qualquer merda — falei, engolindo a raiva. — Vai chover bala aqui.
— Céus, ela foi atrás dele. Luca sempre teve razão em desconfiar dela. — Riley disse enquanto Rúbia segurava a menina.

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